Mato Grosso registrou crescimento expressivo na chegada de turistas internacionais ao longo de 2025, reforçando o interesse global pelos destinos de natureza do estado. Entre janeiro e outubro, 22.595 estrangeiros desembarcaram no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, principal porta de entrada aérea do estado. No período, foram vendidos 34.234 bilhetes de voos internacionais com destino a Mato Grosso, com preço médio de US$ 3.039 para passagens de ida e volta.
Os números consideram apenas os desembarques internacionais diretos, mas o volume real de visitantes tende a ser ainda maior. Mato Grosso possui uma das maiores frotas de aviação privada do país, o que amplia a chegada de turistas por aeronaves particulares. Além disso, muitos estrangeiros acessam o estado por conexões em outros aeroportos brasileiros ou por via terrestre, dados que não entram no levantamento específico.
Os Estados Unidos lideram a origem dos visitantes, representando 25,83% do total. Na sequência aparecem Portugal (17,46%), Chile (8,26%), França (8,25%), Argentina (7,64%), Espanha (5,81%), Itália (4,55%) e Reino Unido (4,24%). A diversidade de países reforça a consolidação de Mato Grosso no cenário internacional do turismo de natureza. Os dados são parciais e foram extraídos da Plataforma de Dados Aéreos do DataHub MT, gerida pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Entre os destinos que mais despertam o interesse de operadores e turistas estrangeiros está Alta Floresta, no norte do estado. Reconhecida pela sua localização estratégica na Amazônia mato-grossense, o município vem se firmando como referência em ecoturismo, pesca esportiva, observação de aves e experiências sustentáveis em meio à floresta. A cidade integra a lista de destinos mato-grossenses já consolidados no mercado internacional, ao lado do Pantanal, Chapada dos Guimarães, Nobres e Campo Novo do Parecis.
O crescimento do interesse internacional é impulsionado pela combinação de infraestrutura e experiências exclusivas. Mato Grosso reúne três grandes biomas — Pantanal, Cerrado e Amazônia — e abriga parques nacionais de relevância, como a Chapada dos Guimarães e o Pantanal. Atividades como o Jaguar Spotting, voltado à observação da onça-pintada, e o etnoturismo, com vivências em comunidades indígenas e quilombolas, estão entre os principais atrativos para viajantes que buscam natureza, cultura e sustentabilidade.
Para a secretária adjunta de Turismo da Sedec, Maria Letícia Arruda, o avanço é resultado de um esforço conjunto. “Esse resultado é fruto de um trabalho integrado. O crescimento na chegada de turistas internacionais reflete o esforço do trade turístico, das organizações de promoção do destino e da própria Sedec, que vem ampliando a presença de Mato Grosso no cenário internacional”, afirma.
Nesse contexto, enquanto Cuiabá se consolida como centro de distribuição turística e polo de eventos e negócios, destinos como Alta Floresta ganham protagonismo ao oferecer experiências únicas na Amazônia, contribuindo para fortalecer a economia regional e posicionar Mato Grosso como um dos principais destinos de turismo de natureza do Brasil.
*com informações de Yasmim Di Berti | Sedec-MT
