Criar um comitê estratégico para debater problemas na rede pública estadual de ensino desencadeados em decorrência da pandemia do coronavírus, para buscar ações que garantam o retorno das aulas com segurança e ajudem os professores interinos que tiveram seus contratos suspensos.
Essa foi à tônica da reunião realizada na terça-feira (05), na Presidência da Assembleia Legislativa, com a participação da secretária estadual de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, deputados.
O comitê será formado por representantes de diversas entidades, como do Tribunal de Contas do Estado (TCE), do Ministério Público Estadual, da Defensoria Pública, do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso – Sintep, da Secretaria Estadual de Saúde e Conselho Estadual de Educação, União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação, dentre outros. Objetivo é propor medidas para subsidiar o governo do estado no enfrentamento da pandemia.
As reuniões do comitê serão às segundas-feiras, às 14 horas, na Sala das Comissões da ALMT.
Será montada uma comissão, composta por membros da Seduc, do Ministério Público, da AMM que irá servir de referência para todos os municípios e criar regras e entendimentos sobre quando começar as aulas.
A secretária Marioneide Kliemaschewsk também deverá apresentar uma outra proposta para se chegar à conclusão se será votado o projeto em andamento ou se será feito um substitutivo.
De acordo com a secretária Marioneide, o comitê estratégico vai estruturar e reorganizar a situação para que até o mês de junho, se possível, possam retornar as atividades escolares, gradativamente.
Sobre possibilidade de disponibilizar ajuda financeira aos interinos, Marioneide informou que levará a sugestão ao governador Mauro Mendes. Uma das saídas, debatida durante a reunião, seria um voucher, com valor a ser estipulado, através da Secretaria Estadual de Assistência Social e Cidadania – Setas.
Retorno das aulas – O governo prepara um plano para garantir a proteção dos alunos no retorno das aulas, como a entrega de duas máscaras por aluno, disponibilização de álcool em gel nas salas de aulas, número reduzido de alunos e atividades presenciais e não presenciais. “É bom frizar que o retorno só será realizado quando tivermos certeza de todas as formas de organização para garantir o principal: a vida dos nossos alunos”, afirmou Marioneide.
Na oportunidade, Neurilan Fraga, presidente da AMM informou que prefeitos não aceitam o retorno das aulas neste mês, em detrimento do aumento no número de contaminados pelo coronavírus e pediu diálogo com prefeitos. Ressaltou que o retorno será acontecerá somente com a garantia da SES sobre o controle da pandemia.


