A Prefeitura de Alta Floresta abriu o Pregão Eletrônico nº 040/2026, com valor estimado de R$ 1.241.075,00, para aquisição de equipamentos, insumos e materiais destinados à produção de mudas clonais de café. A iniciativa integra ações de fortalecimento da cafeicultura no município e está vinculada ao Termo de Convênio nº 0207-2026/SEAF.
A sessão do processo licitatório está marcada para 9 de setembro de 2026, às 9h30, no horário de Brasília, por meio da plataforma BLL Compras. As propostas e os documentos de habilitação deverão ser cadastrados até as 9h15 do mesmo dia. O julgamento será pelo critério de menor preço, no sistema de registro de preços e com modo de disputa aberto e fechado.
O principal investimento previsto é a compra de uma máquina para produção de biopotes (paper pots) biodegradáveis, com diâmetros de trabalho de 40×120 mm ou 45×120 mm, estimada em R$ 185 mil. Segundo o Termo de Referência, o equipamento deverá ser semi-automático, com pelo menos uma linha simples de produção, permitindo mecanizar etapas que atualmente exigem grande quantidade de trabalho manual.
Além da máquina, o edital prevê a aquisição de 1,1 milhão de estacas para produção de mudas de café, ao custo estimado de R$ 330 mil. Também estão previstos 2.350 bandejas rígidas, no valor estimado de R$ 123.375; 100 unidades de papel biodegradável para fabricação dos biopotes, estimadas em R$ 179.300; e 7.300 unidades de substrato pronto, com valor estimado de R$ 423.400.
Conforme a justificativa apresentada pela Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária, a mecanização do processo deve aumentar a capacidade produtiva do viveiro, proporcionar maior uniformidade no preenchimento dos recipientes e reduzir a necessidade de mão de obra em etapas repetitivas.
O documento aponta que a produção convencional em sacolinhas enfrenta limitações relacionadas à disponibilidade de trabalhadores. A mudança para o sistema de biopotes é apresentada como alternativa para ampliar a produção e atender à demanda crescente por mudas clonais de café em Alta Floresta e em outras regiões de Mato Grosso.
O equipamento também deverá contribuir para a redução de desperdícios de substrato e para um melhor aproveitamento dos insumos. O edital destaca ainda a expectativa de melhoria das condições ergonômicas dos trabalhadores do viveiro e de criação de uma estrutura permanente para produção contínua de mudas.
O Termo de Referência informa que Alta Floresta atende atualmente 100 produtores familiares diretamente ligados à cadeia do café e outros 45 de forma indireta. Em 2024, o município produziu 150 toneladas de café e forneceu aproximadamente 100 mil mudas, utilizadas para a formação de cerca de 60 hectares.
Para 2026, a expectativa indicada no documento é produzir 1 milhão de mudas, sem considerar eventuais perdas durante o processo produtivo, que podem chegar a 15%. O edital também registra uma defasagem anual de aproximadamente 50 mil mudas em relação à demanda existente.
A proposta prevê ainda o atendimento de aproximadamente 50 agricultores familiares pelo programa municipal de cafeicultura, com possibilidade de doação de até 3 mil mudas por produtor, quantidade estimada para a formação de aproximadamente um hectare.
Do total produzido, 850 mil mudas serão destinadas à Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), por meio do Convênio nº 0207/2026. A definição dos municípios e agricultores que receberão essas mudas deverá seguir critérios técnicos elaborados pela SEAF em conjunto com a Empaer.
O edital prevê papel biodegradável específico para fabricação dos biopotes, fornecido em rolos ou carretéis, com comprimento mínimo de 1.200 metros e compatível com recipientes de 45×120 milímetros.
De acordo com o documento, o material deve se degradar no período estimado de 100 a 150 dias, permitindo que a muda seja levada ao solo juntamente com o biopote. A especificação também é associada à redução do uso de embalagens convencionais e à diminuição da geração de resíduos plásticos.
O substrato pronto será utilizado na formação das mudas e deverá apresentar características adequadas para retenção de umidade, aeração, drenagem e desenvolvimento das raízes. Entre os componentes possíveis estão turfa de sphagnum, vermiculita, perlita, casca de arroz, calcário e fertilizantes com macro e micronutrientes.
As bandejas previstas no processo terão no mínimo 96 células e deverão ser compatíveis com os biopotes. A justificativa técnica aponta que elas serão reutilizadas em diferentes ciclos de produção, contribuindo para a organização do viveiro e para o transporte e manejo das mudas.
