quinta-feira, 29 fevereiro, 2024
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Associados irão acionar justiça por informações e eleição na CDL

Associados da CDL [Câmara de dirigentes Lojistas de Alta Floresta] vão acionar a justiça cobrando informações e a realização de eleição para a formação da diretoria da entidade, que se encontra sob intervenção desde o dia 1º de janeiro de 2024.

O documento está sendo formulado e já conta com mais de 60 assinaturas de empresários que, antes não aceitaram a prorrogação de mandatos, e agora observam que, subliminarmente, os antigos diretores continuam atuando na administração da entidade. E a CDL está praticamente em situação de abandono.

O empresário Alex Fabiano Cavalheiro, em entrevista ao jornal Mato Grosso do Norte na quarta-feira, 7, disse que houve desde a primeira convocação para Assembleia por parte dos ex-diretores em 2023, uma orquestração no sentido de conduzir o processo para que não Associados irão acionar justiça por informações e eleição na CDL houvesse eleição e os mandatos fossem prorrogados.

Como não conseguiram que isto fosse imposto, ensejou na intervenção.

“Prorrogar mandatos não era uma determinação da FCDL [Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas], mas apenas uma orientação. A CDL convocou a Assembleia numa determinada data já com intenção de não realizar a eleição, por sua incapacidade. E como 95% dos associados presentes em Assembleia não aceitou a prorrogação dos mandatos, houve a intervenção, que é apenas de faz de conta”, enfatiza Alex.

Segundo ele, mesmo após a intervenção, havia a expectativa de ser realizada eleição. O grupo estava dialogando com a FCDL e havia uma promessa neste sentido. Porém, não houve avanço e as informações solicitadas, também não foram repassadas para os
empresários. Os associados não sabem sequer o valor cobrado por um certificado digital.

“A FCDL havia prometido nos informar quem eram os interventores. Mas sabe-se apenas que o interventor é o senhor Ozair Bezerra, mas não sabemos quem são os outros nomes. Precisávamos saber sobre a documentação da intervenção e quem são os outros interventores, porque não pode ser os ex-membros da diretoria. E não nos apresentaram estes documentos. Prometeram várias vezes e a última data que pediram foi dia 31 de janeiro, mas não entregaram. E até agora não vieram para Alta Floresta para fazer o
trabalho. Continua igual, apenas não existe diretoria. A CDL está sequestrada por uma turma que não são seus associados. Não há mais direitos propiciados aos associados pelo CDL, mas apenas deveres”, enfatiza.

Desta forma, de acordo com ele, está evidente que a FCDL não tem interesse em resolver a situação. E este grupo de associados tomou a decisão de entrar na justiça. “Vamos acionar juridicamente a CDL e a FCDL. Queremos que eles apresentem os documentos da intervenção, que são os interventores e quando vai ser a eleição, que deve ser realizada o mais breve possível para deixar a CDL nas mãos dos alta-florestenses”, afirma.

Para ele, a eleição pode ser realizada porque a intervenção não está fazendo uma investigação na CDL, para apurar irregularidades. Se deu apenas pelo fato de não ter havido eleição, apesar de que, há muitos anos, não haver nenhuma prestação de contas aos associados.

“Não existe prestação de contas do Mérito Lojista para os associados e nenhuma outra, mas o erro que resultou na intervenção é não ter feito a eleição. Então, a intervenção
deveria vir para organizar e fazer a eleição. O que não pode é a FCDL vir para Alta Floresta assumir de qualquer forma, ficar em Cuiabá e a CDL estar abandonada. Os associados de Alta Floresta precisam da CDL funcionando, mas não respondem nem e-mail e apenas cobram a mensalidade”, rechaça.

Conforme Alex, a CDL não é mais uma entidade representativa de classe há muitos anos. Portanto, dependendo da decisão da justiça, caso não seja a esperada, os associados irão abrir um novo canal de pesquisa de clientes ou se filiarem na Associação Comercial de Alta Floresta. Porém, pagarão a taxa mínima, mas não irão se desfiliar.

“Se o juiz não aceitar e o FCDL não cumprir com o compromisso de fazer eleição, vamos aguentar estes dois anos pagando somente a taxa mínima”, diz.

Beira Rio Capa

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