Dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) indicam avanço nas cotações do boi gordo e do bezerro em Mato Grosso até a segunda semana de fevereiro de 2026, reforçando o cenário de firmeza no mercado pecuário estadual.
Até a segunda semana de fevereiro, a cotação do boi gordo a prazo no estado registrou alta de 2,81% em comparação com o mesmo período de janeiro, sendo negociado a R$ 304,14 por arroba. Na última semana analisada, o preço fechou em R$ 316,55/@, acumulando valorização de R$ 19,76/@ frente à média de janeiro.
Apesar da alta nos preços, as escalas de abate apresentaram recuo expressivo. Houve queda de 20,44% em relação ao mesmo período do mês anterior, ficando em média em 10,39 dias úteis nas duas primeiras semanas de fevereiro. Na última semana, as escalas encerraram em 9,94 dias, redução de 2,54 dias no comparativo mensal.
Segundo o levantamento, o movimento é atribuído à menor disponibilidade de animais prontos para abate, somada à demanda interna aquecida. A proximidade do Carnaval, período que tradicionalmente eleva o consumo de carne bovina, contribuiu para sustentar as cotações no mercado físico.
No mercado futuro, o contrato BGIK26, com vencimento em maio de 2026, valorizou 0,43% em relação à semana anterior, sendo cotado a R$ 339,71/@, refletindo a perspectiva de continuidade da alta nos preços.
A carcaça casada do boi também apresentou avanço. Na última semana, foi cotada a R$ 22,40 o quilo, alta de 0,67% no comparativo semanal, impulsionada pela maior demanda do mercado interno por carne vermelha.
O mercado de reposição segue ainda mais aquecido. O preço do bezerro de ano (7 arrobas) em Mato Grosso registrou alta semanal de 4,05%, com valor médio de R$ 14,90 por quilo. Na parcial de fevereiro, até o dia 13, o indicador atingiu R$ 438,34/@, valorização de 5,17% frente ao mesmo período de janeiro.
No mesmo intervalo, o boi gordo acumulou avanço de 2,10%, com média de R$ 302,77/@. Com isso, o ágio do bezerro sobre o boi gordo aumentou 4,22 pontos percentuais, alcançando 44,78%. A maior valorização da reposição em relação ao animal terminado reforça a confiança na rentabilidade futura da atividade, favorece a retenção de fêmeas e sustenta a tendência de fortalecimento das cotações no mercado pecuário mato-grossense.
