Alta Floresta (MT), 19 de dezembro de 2018 - 00:45

Saúde

20/11/2018 04:51 Agência Brasil

Brasil não vai arcar com custos de saída de médicos cubanos, diz Occhi

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse ontem segunda-feira (19) que o governo brasileiro não vai arcar com os custos de logística e transporte da saíde dos mais de 8 mil médicos cubanos que estavam atuando no país.

“Pelo acordo, todos eles teriam direito ao retorno, a passagens, a férias e tudo o mais. Agora, como essa decisão partiu unilateralmente do governo cubano, que comunicou a Opas [Organização Pan-americana de Saúde}, que nos comunicou, essa despesa toda é do governo cubano”, disse, em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (19) sobre o novo edital do programa Mais Médicos. Segundo Occhi, a Força Aérea Brasileira (FAB) e o governo federal não vão participar do processo de saída dos médicos cubano, o que, segundo minsitro, cabe ao governo de Cuba.

 

“Os cubanos já estão deixando o país. Aqueles que já estavam em férias ou de licença já não voltarão mais. Então, é gradativa essa saída. Essa é uma decisão do governo cubano, não é uma decisão brasileira, e por isso o Brasil não arcará com nenhum tipo de despesa com relação a transporte e logística de saída dos médicos cubanos”, disse.

De acordo com a Opas, cerca de 8.300 médicos cubanos deixarão o país, de forma gradual, até o dia 12 de dezembro. Os voos sairão de Brasília, Manaus, São Paulo e Salvador, nos próximos dias, com destino a Havana. A logística ainda será detalhada em reuniões entre a Opas, Cuba e Brasil. 

O vice-ministro do Transporte de Cuba, Eduardo Rodríguez, disse hoje que os profissionais terão assegurado o envio de todos os seus pertences, tanto no caso da bagagem quanto de artigos que enviem por meio de entidades operadoras de carga cubana, por via aérea ou marítima. Quando chegarem a Havana, poderão ser retiradas sem pagamento de tarifas. 

Saída de Cuba

Na semana passada, o Ministério da Saúde recebeu um comunicado da Opas informando que o governo cubano vai deixar de participar do programa Mais Médicos. A justificativa do governo de Cuba é que as exigências feitas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, são “inaceitáveis” e “violam” acordos anteriores.

Em sua conta do Twitter, Bolsonaro disse que a permanência dos cubanos no programa estaria condicionada à realização do Revalida (exame de revalidação do diploma0 pelos profissionais, a garantia de que os profissionais recebam o salário integral pelo trabalho – atualmente 70% do salário vai para o governo cubano - e que tivessem a liberdade de trazer suas famílias para o Brasil. As condições não foram aceitas por Cuba.


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