Alta Floresta (MT), 15 de novembro de 2018 - 05:43

Natal solidario 2018

Saúde

14/10/2018 07:55 Editoria coim Alcione dos Anjos - RD News

Faltam mais de 80 mamógrafos em MT e déficit dificulta o diagnóstico de câncer

Mulheres de Mato Grosso, atendidas pelo SUS, contam com 53 mamógrafos. O equipamento faz um dos exames mais recomendados para o diagnóstico de câncer de mama, a mamografia. Estes são os que estão a disposição, somados os das redes pública e privada. É pouco.

Portaria Ministerial de nº 1101 de 2002, que estabelece os parâmetros de cobertura assistencial pela saúde pública, preconiza a proporção de 1 máquina para cada grupo de 240 mil habitantes. Como vivem em Mato Grosso 3,4 milhões, de acordo com dados do IBGE de 2018, seriam necessários mais 87 equipamentos para atender à portaria.

O déficit dificulta a vida de pacientes, que recebem a recomendação médica de fazer o exame.

Segundo a SES-MT, o exame de mamografia é um serviço fornecido pela rede municipal de saúde e não apenas pelo Estado. Os municípios contratam o serviço na rede particular ou realiza em sua unidade hospitalar própria. A reportagem procurou pela Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, mas não obteve retorno até a publicação do material.

A assessoria da pasta explicou que a SES administra três Regionais de Saúde: Cáceres, Peixoto de Azevedo e Colíder. Peixoto de Azevedo atende a 5 municípios; Colíder atende 6 municípios e Cáceres atende a 12 municípios.

Há uma fila de espera de 300 pacientes para realizarem o exame de mamografia, do Hospital Regional de Colíder e no Hospital Regional de Cáceres tem capacidade para atender até 300 pacientes/mês com exame de mamografia, entretanto, o hospital tem registrado desistência de 70% dos pacientes agendados pelo SUS e que não comparecem para fazer o exame.

Já o Regional de Saúde de Peixoto de Azevedo são realizados 130 exames/mês distribuídos aos 5 municípios da regional, serviço contratado pela SES/MT na rede particular do município.

E o Hospital Regional de Água Boa é administrado por meio de Consórcio Municipal e quem preside o Consórcio é o prefeito ou o secretário de saúde do município.

Hcan 

Graças a uma doadora anônima, o HCanMT oferece mamografias gratuitas para mulheres e o único critério é ter entre 40 e 69 anos. O objetivo é atender mais pacientes e proporcionar a prevenção ao câncer. A mamografia é realizada no Centro de Prevenção e Diagnóstico de Câncer de Mama - Dona Nini Constantino e o serviço é filantrópico e custa cerca de R$ 30 mil por mês.

De acordo com a coordenadora do Centro, Georgiane Andrade, o recurso doado pela empresária e contrato com o Ministério da Saúde garante o atendimento de 300 pacientes ao mês na unidade. Desse total, apenas 20 pelo SUS. “A demanda é sempre muito grande, mas em outubro cresce muito devido à campanha. Nós estamos tendo agenda apenas para depois de 15 de novembro”, cita. Para o agendamento é necessário ir ao Centro com cartão do SUS e documentos pessoais.

Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde informa que o SUS oferta atenção integral à prevenção e ao tratamento do câncer de mama. A pasta expandiu a oferta de exames para a detecção precoce do câncer de mama. Em 2017, foram realizadas mais de 4 milhões de mamografias de rastreamento no SUS, sendo 2,6 milhões na faixa etária prioritária preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que são mulheres de 50 a 69 anos. Mato Grosso produziu 20.987 mamografias em todas as faixas em 2017 e 11.999 na faixa prioritária.

O Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rotina em mulheres sem sintomas ou sinais de doença em suas mamas (rastreamento), seja feita na faixa etária entre 50 e 69 anos, uma vez a cada dois anos. Em 2017, o Vigitel, pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde por inquérito telefônico com mais de 50 mil pessoas nas capitais do país, aponta que 78% das mulheres entre 50 e 69 anos realizaram mamografia nos últimos dois anos.

O atendimento aos pacientes do SUS deve ser regulado pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, tendo como objetivo garantir a adequada prestação de serviços à população. Sendo assim, o Estado e/ou do Município deve regular o acesso do paciente conforme a sua necessidade, realizando a programação das ações e serviços de saúde e alocando os recursos de acordo com a quantidade necessária de produção nos diferentes municípios.

Segundo MS, Mato Grosso possui 56 mamógrafos em uso pelo SUS. A compra desses equipamentos pode ser feita com recursos de emendas parlamentares ou com recursos do próprio estado.

Tratamento

O MS aumentou em 100% os valores repassados para exames essenciais para o diagnóstico e para a decisão médica do tratamento dessa doença, como a punção de mama por agulha grossa, biópsia e exame anatomopatológico. Com isso, a expectativa é triplicar o número de procedimentos mais precisos para a identificação do tumor.

Para o tratamento de câncer de mama, o SUS oferece todos os tipos de cirurgia (mastectomias, cirurgias conservadoras e reconstrução mamária), radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia. São realizados pelo SUS, anualmente, mais de 623 mil biopsias e cirurgias de câncer,  mais de 2,98 milhões de procedimentos de radioterapia e mais de 1,45 milhão de procedimentos de quimioterapia. É importante ressaltar que em seis anos, mais que dobraram os recursos federais destinados para tratamentos do câncer no SUS, passando de R$ 2,2 bilhões em 2010 para R$ 4,6 bilhões em 2017.

Auto-exame

No Brasil, a orientação atual é que a mulher faça a observação e a autopalpação das mamas sempre que se sentir confortável para tal (no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem necessidade de uma técnica específica de autoexame ou  determinado período do mês. Essa mudança surgiu do fato de que, na prática, muitas mulheres com câncer de mama descobriram a doença a partir da observação casual de alterações mamárias e não por meio de uma prática sistemática de se autoexaminar, com método e periodicidade definidas. A detecção precoce do câncer de mama pode também ser feita pela mamografia, quando realizada em mulheres sem sinais e sintomas da doença, numa faixa etária em que haja um balanço favorável entre benefícios e riscos dessa prática (mamografia de rastreamento). 

É importante ressaltar que a recomendação do Ministério da Saúde - assim como a da Organização Mundial da Saúde e a de outros países - é a realização da mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) em mulheres de 50 a 69 anos, uma vez a cada dois anos. O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim as chances de tratamento e cura. É importante que as mulheres fiquem atentas a qualquer alteração suspeita na mama. Quando a mulher conhece bem suas mamas e se familiariza com o que é normal para ela, pode estar atenta a essas alterações e buscar o serviço de saúde para investigação diagnóstica.


Novo whats 190Doe313ok

Notícia Exata

Endereço: Rua A-4, nº 412 - Setor A - Centro
Alta Floresta - Mato Grosso
Fone: (66) 9 9912-8992 ou (66) 9 8436-0806
Cep.: 78580-000
contato@noticiaexata.com.br

Redes Sociais

Cotação
Dólar
Euro
31/12 20:00

Notícia Exata © 2010 - 2018 - Todos os direitos reservados - É proibida a reprodução de matérias sem ser citada a fonte.

Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo