Alta Floresta (MT), 21 de setembro de 2018 - 22:11

Saúde

29/03/2018 04:53 Diário de Cuiabá

Medicamentos ficam mais caros a partir de abril

Os medicamentos devem subir, em média, 2,43% no dia 1º de abril, um pouco abaixo da inflação acumulada em 2017, que chegou a 2,95%. O reajuste aplicado em cada remédio vai variar de 2,09% a 2,84%, conforme a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). 

Embora seja relativamente baixa, a correção serve de alerta para que o consumidor refaça suas estratégias para pesquisar e comprar medicamentos. Afinal, trata-se de uma das áreas de consumo que mais drenam dinheiro dos brasileiros: por ano, são gastos R$ 65 bilhões em medicamentos no país, conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) - média de R$ 342 por pessoa. 

“Como há uma ampla concorrência entre as farmácias, pesquisas em mais de uma rede podem revelar onde estão os melhores preços”, reforça Edison Tamascia, presidente da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar). 

Segundo levantamento do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade, instituição de ensino e pesquisa da área farmacêutica, o preço cobrado pelo mesmo medicamento pode variar até 81% de loja para loja. O analgésico Novalgina, por exemplo, é comercializado por valores entre R$ 8,70 e R$ 46,50, dependendo da farmácia. 

Principalmente para quem precisa de medicamentos de uso continuado, os cartões de fidelidade das farmácias e de grandes laboratórios podem abrir caminho para descontos importantes. Os cortes podem chegar a até 70%. Em compras frequentes, representam um alívio considerável ao bolso. 

“As redes costumam valorizar a fidelidade dos clientes. O consumidor deve sempre se informar sobre os planos disponíveis, perguntando ao atendente e pesquisando nos sites”, afirma Tamascia. 

Uma recomendação para escapar da alta dos medicamentos é garantir a compra antes do reajuste ou nos primeiros dias de abril, aproveitando os estoques antigos. Os aumentos levam alguns dias até serem repassados pelas redes, período que pode ser de 30 a 40 dias. 

Outra alternativa para melhorar a comparação de preços é utilizar a tecnologia: sites e aplicativos gratuitos que pesquisam preços de remédios têm se espalhado e englobado uma boa relação de produtos. O site Melhor Farmácia, por exemplo, traz dados de 60 mil medicamentos, que podem ser pesquisados tanto por nomes comerciais quanto por princípios ativos, em 5 mil farmácias. 

“A vantagem é que a pesquisa por esses serviços traz resultados imediatamente” explica Andrea Rodrigues, diretora executiva do Melhor Farmácia. 


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