Alta Floresta (MT), 20 de abril de 2019 - 06:31

Política

09/04/2019 05:33 Diego Frederici - Folhamax

MPE cruza dados e suspeita de omissão de Silval em "delação monstruosa"

Investigações em curso no Ministério Público do Estado (MP-MT) podem comprometer o acordo de colaboração premiada do ex-governador Silval Barbosa (sem partido). Atualmente, ele cumpre prisão em regime domiciliar no município de Matupá após ser condenado em dezembro de 2017 a 13 anos e 7 meses de prisão por um esquema envolvendo a concessão de incentivos fiscais a empresários em troca de propina.

As investigações em curso no MP-MT, que podem complicar novamente Silval, são referentes a desdobramentos da operação “Sodoma”, que prendeu o ex-governador em setembro de 2015, e que também originou sua condenação de 13 anos e 7 meses. As informações são do procurador de Justiça e coordenador do Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco), Domingos Sávio de Barros Arruda.

As informações foram reveladas em conversa com os apresentadores do programa A Notícia de Frente, que foi ao ar na manhã de primeiro de abril. “O Ministério Público está fazendo outras investigações que são desdobramentos da Sodoma, e que podem eventualmente envolver de novo o ex-governador”, resumiu o procurador de Justiça.

A informação pode ser um indício de que o ex-governador não revelou tudo o que sabia em seu acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Isso levando em conta que a “delação monstruosa”, assim classificada pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, deu origem a pelo menos duas operações do Ministério Público Federal (MPF): “Descarrilho”, de agosto de 2017, e “Malebolge” (12ª fase da “Ararath”), em setembro do mesmo ano.

SODOMA

Além da condenação de 13 anos e 7 meses, referentes à primeira fase da “Sodoma”, Silval Barbosa também foi condenado a 14 anos de prisão, no mês de maio de 2018, por um esquema de lavagem de dinheiro na compra de uma área na avenida Beira Rio, em Cuiabá, avaliado atualmente em mais de R$ 16 milhões.

Os fatos foram investigados na segunda fase da operação “Sodoma”, que também envolvem os ex-secretários de Estado César Zílio, Pedro Elias e Pedro Nadaf, o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), José Riva, o médico e filho de Silval, Rodrigo Barbosa, o ex-prefeito de Várzea Grande, Wallace Guimarães, além dos empresários, Tiago de Souza Dorileo, Fábio Drummond Formiga, Antônio Roni de Liz, Evandro Gustavo Pontes, e os servidores Bruno Saldanha e Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o “Chico Lima”.


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