Alta Floresta (MT), 12 de dezembro de 2018 - 20:29

Política

08/10/2018 12:56 Larissa Malheiros - Folhamax

Sete deputados citados em esquemas são derrotados em MT

Apontado como principal problema no Brasil, a corrupção foi amplamente debatida e combatida durante o processo eleitoral. O resultado apontou que os mato-grossenses rejeitaram boa parte dos deputados investigados e citados em delações premiadas.

Alguns deputados delatados pelo ex-governador Silval Barbosa no ano passado não foram reeleitos. Entre os estaduais estão Oscar Bezerra (PV), Daltinho (Patriota) e Wagner Ramos (PSD). Entre os federais, estão Valtenir Pereira (MDB) e Ezequiel Fonseca (PP).

Candidatos a reeleição envolvidos em outros esquemas também foram rejeitados. É o caso de Mauro Savi (DEM) e de Romoaldo Junior (MDB).

Savi, inclusive, estava preso durante a convenção partidária, e só conseguiu registro após deixar a prisão e ter ocorrido a desistência de um candidato do DEM. 

Ele começou campanha tardiamente e conseguiu apenas 11 mil votos. Na eleição de 2014, ele foi o deputado estadual mais votado, com mais de 55 mil votos. 

O democrata é apontado como líder do esquema de desvio de dinheiro do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). O deputado não reeleito ainda responde a Justiça, que segue investigando o caso. 

Romoaldo Junior (MDB) teve 18 mil votos e não conseguiu permanecer na Casa de Leis.  O deputado estadual teria sido "obrigado" repassar ao ex-governador Silval Barbosa (PMDB) metade da propina paga ao parlamentar, pela empresa Canal Livre. A empresa é responsável pela tecnologia da informação e iluminação da Arena Pantanal, e foi contratada por cerca de R$ 100 milhões. O caso faz parte da delação do ex-chefe do executivo. 

O emedebista ainda é alvo de investigação na “Operação Ventríloquo”, que apura desvio de R$ 9,5 milhões na Assembleia Legislativa. Durante as investigações, seu ex-chefe de gabinete, Francisvaldo Mendes Pacheco foi preso.

Já Oscar Bezerra (PV) que contou com apenas 11 mil votos, foi denunciado  por querer propina de R$ 15 milhões de Silval para impedir que a CPI das Obras da Copa do Mundo, e, que era presidente, não prosperasse. 

O deputado Wagner Ramos, que nas eleições de 2014 teve mais de 26  mil votos e agora contou com apenas 8 mil, foi gravado numa reunião com o médico Rodrigo Barbosa, filho do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), para negociar o pagamento de propina a fim de excluir Silval do relatório da CPI das Obras da Copa. 

Já “Daltinho”, foi acusado por Silval Barbosa de chantagear colegas parlamentares para ficar no cargo durante a legislatura 2011/2015, em que era suplente. Segundo delação de Silval, o deputado gravou uma reunião em que deputados discutiam propina e passou a chantagear os “colegas”. 

Ezequiel Fonseca é outro delatado por Silval que não foi reeleito. Ele obteve apenas 32 mil votos na disputa à Câmara Federal. 

O parlamentar aparece em vídeo pegando dinheiro que seria de propina com chefe de gabinete de Silval, quando atuava como deputado estadual. 

Não ficando de fora  da lista de delatados pelo ex-governador, o deputado Valtenir Pereira não conseguiu se reeleger e contou com 44 mil votos nesta eleição. Ele foi acusado pedir R$ 6 milhões em propina em obra de pontes pelo estado.


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