Alta Floresta (MT), 27 de abril de 2018 - 00:31

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Política

05/04/2018 05:29 Kamila Arruda - Diário de Cuiabá

Deputados abandonam Fávaro e PSD

Os deputados estaduais Wagner Ramos, Pedro Satelite, Gilmar Fabris e Ondanir Bortolini irão deixar o Partido Social Democrático (PSD). A decisão foi tomada na tarde de ontem, quarta-feira (04), após uma reunião da bancada com o vice-governador Carlos Fávaro, presidente da legenda em Mato Grosso. 

Os parlamentares querem permanecer na base governista, mas a sigla está cada vez mais distante do governador Pedro Taques (PSDB). Por conta disso, tomaram a decisão de aproveitar a janela partidária e irão deixar a legenda até este sábado, dia 07. 

O principal motivo seria o mal-estar entre Fávaro e o governador, que piorou após a polêmica do projeto de lei que visa criar um rito para a sucessão da cadeira de governador. 

O fato de, na semana passada, o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Leonardo Albuquerque (PSD), ter pedido vistas da mensagem gerou revolta no vice-governador. Isto porque, o projeto era de interesse de Fávaro e também do presidente da Casa de Leis, deputado estadual Eduardo Botelho (DEM) e reflete no pleito de outubro deste ano. 

Isso estaria excluindo as possibilidades de o PSD permanecer na base do governo na eleição de 2018. A prova que o clima no Palácio Paiaguás não está bom é o ofício encaminhado por Fávaro ao governador na última segunda-feira (03), no qual ele comunicou o tucano sobre a independência do PSD perante o Governo do Estado no que tange a eleição de 2018. Além disso, ele informou também que o partido entregaria todos os cargos que possui na atual administração. 

O referido projeto foi apresentado por lideranças partidárias, e tramita no Parlamento Estadual desde o mês passado. Quando remetido ao crivo do plenário da Casa de Leis, na semana passada, Albuquerque pediu vistas da mensagem. 

Na prática, a proposta regulamenta a substituição do governador em caso de viagens do mandatário. Atualmente, a legislação eleitoral determina que, aquele que, por ventura, assumir o cargo de governador no período de seis meses antes da eleição, fica impedido de concorrer a outros cargos no pleito do mesmo ano, podendo apenas entrar na disputa ao Governo. 

Desta forma, caso Fávaro assuma o comando do Palácio Paiaguás em substituição a Taques, ele não poderá dar seguimento ao seu projeto de concorrer a uma vaga no Senado Federal neste ano, a não ser que renuncie ao cargo de vice-governador. 

Diante disso, um grupo de deputados se reuniu e apresentou o projeto que tem o intuito de derrubar este impedimento, obrigando o governador a informar sobre a sua ausência 48 horas antes. 

O principal objetivo do projeto é evitar a transmissão automática do governo ao vice-governador ou ao presidente da Assembleia Legislativa, o que seria um entrave às candidaturas deles nas eleições deste ano. 

Na última segunda-feira, Albuquerque entregou um substitutivo integral ao projeto, onde manteve a necessidade do aviso prévio, mas só para viagens internacionais e quando o governador se ausentar por mais de 24 horas. 

Diante disso, Botelho estaria sendo pressionado a garantir a aprovação do projeto original, tendo em vista que ele também está na linha sucessória do governador. 

Por conta dessa “briga” entre Fávaro e Taques, os deputados do PSD optaram por deixar a legenda. Os destinos mais prováveis são PSB, PPS e Solidariedade que já declararam apoio à reeleição do gestor tucano. 


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