Alta Floresta (MT), 19 de junho de 2018 - 12:29

Política

23/02/2018 05:20 Pablo Rodrigo - Diário de Cuiabá

Operação Bereré: Defaz e Cira monitoraram deputados

As principais informações bancárias que embasaram a operação “Bereré”, que apontam os deputados Eduardo Botelho (PSB) e Mauro Savi (PSB) como líderes da organização criminosa que atuava junto ao Departamento de Trânsito de Mato Grosso (Detran), partiram da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários – Defaz, e do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos – Cira, criado pelo governo Pedro Taques (PSDB). 

O DIÁRIO teve acesso com exclusividade ao relatório técnico N° 25/2017 que foi encaminhado no dia 30 de novembro ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), já que os dois parlamentares possuem prerrogativa de foro privilegiado. 

O documento de 201 páginas trás toda “rede de relacionamento geral” dos envolvidos e principalmente de Savi e Botelho, e, seus familiares. 

O relatório com a análise do afastamento do sigilo bancário dos envolvidos, também trás as movimentações financeira de vários servidores da Assembleia Legislativa e de diversas empresas ligadas aos envolvidos. 

Outro ponto que o relatório indica é que o esquema também teria abastecido, além das campanhas de Botelho e Savi, os deputados estaduais Oscar Bezerra (PSB), Valdir Barranco (PT) e a prefeita afastada de Juara, Luciane Bezerra (PSB), durante o pleito de 2014. 

Botelho e Savi seriam juntos com o ex-governador Silval Barbosa, o ex-deputado federal Pedro Henry e também o ex-presidente da autarquia, Teodoro Moreira Lopes, o Dóia, o principal núcleo da organização criminosa. 

De acordo com as investigações e o relatório da Defaz, ambos utilizavam do poder político decorrente dos mandatos eletivos e dos cargos que ocupavam, o que lhes garantiam a ingerência sobre a atuação do Detran. “Os integrantes deste centro de atuação da organização criminosa detinham não apenas o poder de influenciar as escolhas relacionadas ao Detran, mas o poder de efetivamente determiná-las de fazer valer sua vontade em relação à autarquia”, completa os promotores no documento. 

Como governador do Estado á época, Silval era o responsável por escolher o presidente do órgão de trânsito, submetida à aprovação da Assembleia Legislativa. No entanto, a escolha era feita por Savi e Botelho. 

Já Dóia, na qualidade de presidente do Detran era quem detinha o poder jurídico de determinar as frentes de atuação do órgão na prestação de atividade administrativa delegada a autarquia. 

Pedro Henry, por sua vez, entrou no esquema valendo-se do poder do seu mandato de deputado federal a época dos fatos, o qual lhe “proporcionava poder para influenciar nos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Trânsito. 

Na última segunda-feira (19) a Operação “Bereré” foi deflagrada pelo Gaeco, Naco e Defaz. No total, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão pelo desembargador José Zuquim Nogueira. Destes, dois foram contra o parlamentar socialista que teve a sua residência e o seu gabinete no Parlamento Estadual vasculhados por agentes policiais. Hoje (23) o MP ouvirá mais de 140 pessoas envolvidas direta e indiretamente no caso. 


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