Alta Floresta (MT), 22 de setembro de 2018 - 16:49

Política

13/12/2017 13:56 LEONARDO HEITOR - Folha Max

Riva admite delação, mas descarta colocar "carga em quem não deve" em MT

O ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Geraldo Riva, esteve na manhã desta quarta-feira na Casa, para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Cartas de Crédito. Ele comentou sobre a 14ª fase da Operação Ararath.

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em sua casa e em seu escritório após colaboração premiada do empresário Alvimar de Araújo Costa. Riva explicou que não poderia dar maiores informações pelo fato da ação tramitar em segredo de justiça.

Ele se limitou a dizer que é fruto do depoimento do empresário e pecuarista que atuava como operador num esquema de lavagem de dinheiro através de desvios de recursos públicos. “São documentos da Ararath. São coisas que as vezes já foram até apreendidas em determinado momento. É em relação a um depoente que cita uma situação que eu ainda não tenho o domínio dela. Encaro com normalidade. Está sob sigilo. É difícil falar porque eu mesmo não tive conhecimento do depoimento dele. É um mandado de busca e apreensão. Meus advogados acham que é temerário falar pois pode até atrapalhar na investigação”, afirmou.

Riva também afirmou que tem colaborado com a Justiça, sempre que possível, e não descarta inclusive uma delação premiada, que ainda não estaria fechada na Procuradoria Geral da República e Supremo Tribunal Federal. O ex-parlamentar, entretanto, afirmou que pelo menos por enquanto, está confortável com a posição que tomou de apenas confessar seus crimes sem delatar ninguém.

Todavia, Riva já adianta que, em caso de delação, irá revelar fatos novos. “Tenho colaborado com a justiça desde que comecei com as confissões, que são públicas. Busco contribuir desta forma, que foi a maneira que encontrei para ajudar a justiça e, ao mesmo tempo, atenuar a minha pena em relação aos processos. Acho que é uma questão (delação) que se ela de alguma forma ocorrer, será sem trauma e sem colocar nenhuma carga no nome de quem não deve. No momento, estou confortável em relação ao rumo que escolhi”, apontou.

OPERAÇÃO

A Polícia Federal realizou na manhã de hoje a 14ª fase da "Operação Ararath". São cumpridos mandados de busca e apreensão e também condução coerctiva com base na colaboração premiada do empresário e pecuarista Avilmar de Araújo Costa.

Ele teria atuado como operador num esquema de lavagem de dinheiro através de desvios de recursos públicos. Um dos mandados cumpridos por agentes da Polícia Federal foi na casa do ex-presidente da Assembleia Legislativa, ex-deputado estadual José Geraldo Riva (sem partido), no bairro Santa Rosa, em Cuiabá.

Os policiais também estiveram num escritório do ex-parlamentar. Rapidamente, Riva confirmou que foi alvo da PF. Ele limitou-se a dizer que os policiais e delegados estavam em busca de documentos.

 Avilmar de Araújo Costa, então representante da empresa L.B Notari, do município de Juara, fez 3 transferências para a Globo Fomento para pagar parte de uma dívida em nome de José Riva. As transferências foram fracionadas de modo a tentar não chamar a atenção dos órgãos de controle que monitoram as transações financeiras.


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