Alta Floresta (MT), 17 de agosto de 2017 - 03:43

Política

20/07/2017 05:36 Kamila Arruda | Diário de Cuiabá

Silval confessa mais R$ 1,5 milhão

Em depoimento prestado junto à 7ª Vara Criminal, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) confirmou o esquema de desvio de recursos por meio da desapropriação de uma área na região do Lago do Manso, que segundo ele foi arquitetado pelo ex-secretário Pedro Nadaf e teria sido desviado R$ 1,5 milhão para o ex-governador. 

A fraude foi desbaratada por meio da Operação Seven que investigou o pagamento de uma desapropriação de uma área na região do Manso, no valor de R$ 7 milhões. Inicialmente, o ex-chefe do Executivo Estadual negava envolvimento no esquema criminoso, mas após passar quase dois anos preso no Centro de Custódia de Cuiabá, o peemedebista adotou uma nova postura e passou a confessar os crimes que cometeu. 

Diante disso, ele foi reinterrogado pela juíza Selma Rosane de Arruda nesta quarta-feira (19). Na oportunidade, o peemedebista contou que o ex-chefe da Casa Civil o procurou informando que o médico Filinto Correa da Costa tinha uma área na região do Manso que estaria para ser desapropriada, a qual poderia ser aproveitada pela organização criminosa. 

Silval Barbosa autorizou Pedro Nadaf a negociar com o médico e dar andamento ao processo. De acordo com ele, a intenção era pagar umas contas de campanha que possuía. 

Para dar sequencia ao esquema, entretanto, seria necessária a participação do então presidente do Intermat, Afonso Dalberto e também do ex-procurador geral Chico Lima. Isto porque, para efetuar a desapropriação da referida área era preciso à autorização do responsável pelo Intermat, e também um parecer jurídico para dar legalidade ao procedimento, o qual era assinado e elaborado por Chico Lima. 

Diante disso, Silval conta que ele e Nadaf chamaram os dois para uma reunião onde foi repassada toda a situação. Na oportunidade, o ex-governador conta que Nadaf prometeu dinheiro para Dalberto assinar os documentos ilegais. Já o procurador teria acertado sua comissão diretamente com o médico Filinto, uma vez que ele é seu cunhado. 

Já as questões orçamentárias e financeiras foram resolvidas junto as Secretarias de Planejamento e Fazenda. Conforme o peemedebista, o secretário de Planejamento, Arnaldo Alves de Souza, viabilizou os R$ 7 milhões e o ex-secretário de Fazenda, Marcel de Souza Cursi, efetuou o pagamento em duas vezes após Nadaf fechar toda questão legal. 

O ex-governador, em seu depoimento, isentou Arnaldo Alves e Marcel de Cursi das tratativas ilícitas. "O Arnaldo não tem participação nenhuma disso aí. Eu só falei para ele determinar o orçamento, mas ele não sabia para que era. O Marcel também não sabia do que se tratava e não recebeu nada", disse Silval Barbosa. 

No que tange ao valor da propina, Silval revela que tinha conhecimento de haveria um retorno de R$ 1,5 milhão. No entanto, acrescenta que questionou Nadaf a cerca deste assunto quando ambos estavam presos no Centro de Custódia, e recebeu a informação de que teria retornado R$ 3,5 milhões em propina com este esquema de desapropriação. 

“O Pedro me disse que ficou com R$ 500 mil. Outros R$ 500 mil foi para o Afonso, R$ 150 mil para o Alan Malouf da posse, e outros R$ 1,5 milhão de contas minhas”, detalhou. 

Silval Barbosa, entretanto, não quis detalhar quais contas seriam essas. Questionado pela magistrada se esse recurso foi utilizado para pagar propina para conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), ele declinou do assunto. “Prefiro não entrar nesta questão”, disse. 

Em delação premiada, entretanto, Pedro Nadaf revelou que parte do dinheiro desviado por meio da desapropriação desta área na região do Lago do Manso teria sido utilizada para pagar propina aos conselheiros da Corte de Contas para aprovar os balancetes de governo de Silval. Ao todo, de acordo com Nadaf, cinco dos sete conselheiros teriam recebido R$ 50 milhões entre 2010 e 2014. 

Além de Silval, Adalberto, Chico Lima e Nadaf também são réus nesta ação penal o ex-secretário adjunto de Administração, José Nunes Cordeiro, o ex-secretário adjunto de Meio Ambiente, Wilson Gambogi Pinheiro Taques, os secretários de Estado Arnaldo Alves (Planejamento) e Pedro Nadaf (Casa Civil), o analista da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Francisval Akerley da Costa e Cláudio Takayuki Shida, superintendente de Biodiversidade e o médico Filinto Correa da Costa. 

O ex-governador Silval Barbosa volta a prestar depoimento junto a 7ª Vara Criminal hoje, quinta-feira (20). Desta vez, ele prestará esclarecimento a cerca da ação penal oriunda da 4ª fase da Operação Sodoma. 

Neste processo ele é acusado de liderar uma organização criminosa que desviou mais de R$ 15 milhões dos cofres públicos por meio de fraude na desapropriação do terreno no bairro Jardim Liberdade, localizado em Cuiabá.


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