Alta Floresta (MT), 25 de maio de 2017 - 12:29

Política

16/05/2017 09:06 G1MT

Ex-governador e mais 11 devem ser ouvidos sobre propina de R$ 15 milhões

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e outros 11 acusados do desvio de R$ 15, 8 milhões dos cofres públicos de Mato Grosso devem ser ouvidos em oitivas na 7ª Vara Criminal de Cuiabá a partir da próxima terça-feira (16). Os réus são acusados de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro investigadas na terceira fase da operação Sodoma. A fraude teria sido cometida através da desapropriação de um imóvel paga pelo governo em 2014.

Entre os réus estão ex-secretários e ex-servidores estaduais, um ex-procurador do estado, um advogado, um arquiteto e empresários.

Silval Barbosa, preso desde setembro de 2015, deve prestar depoimento na quinta-feira (18). O ex-governador é apontado como líder da organização criminosa responsável pelo desvio.

De acordo com a denúncia feita ao Ministério Público (MP), a fraude teria ocorrido quando da desapropriação de um imóvel que corresponde ao Bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá, que foi paga no último de gestão do ex-governador, em 2014.

Na ocasião, o pagamento a uma imobiliária pela desapropriação do imóvel, no valor de R$ 31,7 milhões, teria tido o propósito de desviar dinheiro público em benefício do grupo.

Os depoimentos devem ocorrer na 7ª Vara Criminal, no Fórum de Cuiabá, sempre às 13h30. Na próxima quarta-feira (17), o ex-secretário estadual de Comércio, Minas e Energia e da Casa Civil, Pedro Nadaf, deve ser ouvido. Ele foi preso em setembro de 2015 e solto quase um ano depois.

As audiências ocorrem até o dia 26 de maio. Até lá também devem ser ouvidos o ex-secretário de Fazenda, Marcel de Cursi, o ex-procurador geral do estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o Chico Lima, o empresário Alan Malouf e o ex-secretário estadual de Planejamento, Arnaldo Alves.

Operação Sodoma
A Operação Sodoma teve ao todo quatro fases. Na primeira delas, em setembro de 2015, Silval Barbosa, Marcel de Cursi e Pedro Nadaf foram presos. Silval e Cursi são os únicos que continuam presos.

 

De acordo com o Ministério Publico Estadual (MPE), o esquema passava por três etapas: fraude na concessão de benefícios fiscais, pagamento de propina e lavagem do dinheiro arrecadado ilegalmente. Silval é apontado como líder desse esquema.

O esquema começou em 2011, segundo o MP, quando o empresário João Batista Rosa (sócio-proprietário de um grupo de três empresas) obteve inclusão no Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Prodeic), o sistema de benefícios fiscais mantido pelo estado a empresas que fomentem a economia local.

Delator do esquema, Rosa contou que, para ter suas empresas incluídas no programa, foi convencido a abrir mão de um crédito de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de aproximadamente R$ 2,6 milhões a que tinha direito.


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