Alta Floresta (MT), 29 de abril de 2017 - 09:43

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Política

28/03/2017 16:33 Vinícius Lemos - Folhamax

Juíza adia depoimento de Riva que pode entregar até 10 atuais deputados em MT

O novo depoimento do ex-deputado estadual José Geraldo Riva (sem partido) referente à Operação Imperador foi adiado para sexta-feira (31), às 13h30. A audiência, que aconteceria na tarde desta terça-feira (28), teve a data alterada a pedido da defesa do ex-parlamentar, que encaminhou solicitação para que a Justiça alterasse o dia do interrogatório.

O despacho que determina a alteração na data do procedimento foi assinado pela juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, na segunda-feira (27). A magistrada é a responsável pelas ações penais referentes à operação, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A Imperador apura supostas fraudes na Assembleia Legislativa de Mato Grosso durante o período em que José Riva era presidente da instituição. Conforme as investigações, o ex-parlamentar teria desviado até R$ 62 milhões dos cofres públicos por meio de fraudes na aquisição de materiais de escritório. As compras superfaturadas teriam ocorrido de 2005 a 2009. 

José Riva já havia sido ouvido pela Justiça a respeito das fraudes, porém na época ele negou participação nos crimes contra os cofres públicos. No entanto, a defesa do ex-parlamentar solicitou um novo depoimento, alegando que o reinterrogatório seria necessário para preservar o direito à ampla defesa do ex-presidente da Assembleia e também para acrescentar novas informações ao processo criminal. 

Nos bastidores, comenta-se que o ex-deputado decidiu confessar as fraudes e por isso solicitou o novo depoimento, que pode comprometer até 10 atuais deputados e vários outros ex-parlamentares, que teriam sido beneficiados com o esquema.

Caso revele sobre o esquema criminoso, a postura de Riva será semelhante à que ele tem adotado nas ações penais da Operação Arca de Noé, onde confessou participar dos esquemas fraudulentos. 

Na Arca de Noé, ele é acusado de praticar desvio de dinheiro da Casa de Leis por meio de pagamento a empresas de fachada. Os cheques seriam trocados em factorings que pertenciam ao bicheiro João Arcanjo Ribeiro.

A confissão dos crimes é uma estratégia adotada pela defesa de José Geraldo Riva para conseguir reduzir a pena do ex-parlamentar em uma possível condenação.

Também foi convocada para prestar depoimento, na tarde de sexta-feira, a servidora da Assembleia Legislativa, Rosivani Mônaco de Jesus. Ela é técnica legislativa, lotada na Secretaria de Orçamento e Finanças, e deverá prestar esclarecimentos como testemunha de defesa do ex-parlamentar.

Outro nome convocado pela magistrada para prestar depoimento na sexta é o empresário Elias Abrão Nassarden Junior. Ele é proprietário da papelaria Livropel Comércio e Representações e Serviços Ltda., que teria sido utilizada para praticar as fraudes na AL-MT. Elias Abrão firmou acordo de delação premiada sobre a Imperador e deve ser interrogado novamente pela juíza.

A OPERAÇÃO

A Operação Imperador foi deflagrada no início de 2015, por meio de ação proposta pelo Ministério Público Estadual. O ex-deputado José Riva foi preso em fevereiro do mesmo ano e colocado em liberdade quatro meses depois.

De acordo com as apurações do Gaeco, cinco empresas “venderam” mais de 30 mil toners à Assembleia, que na época contava somente com 150 impressoras. As empresas envolvidas no suposto esquema são: Livropel Comércio e Representações e Serviços Ltda, Hexa Comércio e Serviços de Informática Ltda, Amplo Comércio de Serviços e Representações Ltda, Real Comércio e Serviços Ltda-ME e Servag Representações e Serviços Ltda.

A candidata derrotada ao governo do Estado nas eleições de 2014, Janete Riva, esposa do ex-deputado José Riva, é suspeita de participar do esquema criminoso. O MPE apontou que ela seria a responsável por validar a entrada de materiais que jamais foram entregues ao Legislativo, no período em que exercia a função de secretária de patrimônio do Legislativo.

Em razão das fraudes na AL-MT, foram denunciados Riva, a esposa e outros 12 réus, entre empresários e servidores públicos. 

Também foram denunciados: Djalma Ermenegildo, Edson José Menezes, Manoel Theodoro dos Santos, Djan da Luz Clivatti, Elias Abrão Nassarden Junior, Jean Carlo Leite Nassarden, Leonardo Maia Pinheiro, Tarcila Maria da Silva Guedes, Clarice Pereira Leite Nassarden, Celi Izabel de Jesus, Luzimar Ribeiro Borges e Jeanny Laura Leite Nassarden.  


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