Alta Floresta (MT), 29 de março de 2017 - 13:07

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Polícia

07/01/2017 05:01 Assessoria PJC/MT

Delegacia esclarece que mulher não estava grávida quando procurou hospital

A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso, de Várzea Grande, da Polícia Judiciária Civil, nesta sexta-feira (06), após ouvir médicos, enfermeiros,  técnicos em enfermagem, o marido  e a mulher de 23 anos, que denunciou suposto parto forçado e sumiço de criança em hospital, esclareceu que ela não estava grávida, quando procurou o atendimento médico no dia 3 de janeiro.

A mulher L.A.C.M, 23  anos, prestou depoimento a delegada Ana Paula Faria de Campos e também não apresentou nenhum exame que comprove que esteve grávida no ano de 2016.

Durante a oitiva, a mulher confirmou estar consciente quando foi atendida no hospital Santa Rita, em Várzea Grande, e que também não foi submetida a nenhum procedimento de parto forçado. “Com isso isentamos os hospitais e descartamos possível sequestro ou morte do bebê em hospital”, disse.

Um exame do dia 30 de dezembro, fornecido pelo Hospital Santa Rita, com  autorização da paciente, constata que ela não estava grávida. A mulher relatou que no dia 28 de dezembro sofreu um forte sangramento e teria saindo uma “bola de sangue”, de cerca de 20 cm.

A delegada Ana Paula Faria de Campos, para esclarecer eventuais dúvidas, requisitou exame de corpo delito, junto a Coordenadoria de Medicina Legal (CML), de lesão corporal e constatação de parto ou aborto.  

O caso

O casal registrou boletim de ocorrência na quarta-feira (04.01), narrando o desaparecimento do bebê da gravidez de 9 meses. De acordo com o boletim de ocorrência,  a mulher estava com fortes dores na barriga e acompanhada do marido foi na terça-feira (03),  ao hospital Santa Rita, em Várzea Grande, onde foi atendida por médico plantonista, que estava deixando o plantão,  mas iniciou o atendimento prescrevendo  medicamento e repassando a paciente a outra médica, que teria prescrito outro medicamento e feito atendimento na presença de uma enfermeira e outro funcionário do hospital.

Ainda conforme o boletim, depois de exame de ultrassom foi constatado que  a mulher não estava grávida, pois não havia batimentos cardíacos da criança, sendo liberada em seguida. Na noite do mesmo dia, por volta das 22 horas, retornou ao hospital, sendo internada e liberada na manhã do dia seguinte. O casal procurou outra unidade hospitalar e teria sido informado que a mulher sofreu um parto forçado, segundo a comunicação feita na Polícia Civil.


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