Alta Floresta (MT), 21 de setembro de 2018 - 21:33

Geral

15/04/2018 06:31 LEONARDO HEITOR - Folha Max

MT: juíza alega postagem "como cidadã", mas pede desculpas

A juíza Anna Paula Freitas, da Segunda Vara Criminal  de Tangará da Serra, utilizou as redes sociais para pedir desculpas “à sociedade, à imprensa e principalmente aos advogados” pelas postagens feitas por ela em uma rede social esta semana. A magistrada havia criticado, numa postagem no Instagram, as perguntas feitas por um advogado durante uma audiência.

A magistrada disse lamentar que as mensagens tenham viralizado de maneira equivocada, e disse que “jamais tive a intenção de praticar qualquer ato de ironia, ou, desrespeito para com quem quer que seja, principalmente para com os advogados".

“E é para os advogados que dedico este ultimo trecho desta nota. Quem atuou comigo nas cinco comarcas que citei, sabe do respeito, da isonomia e da seriedade com os quais sempre tratei a classe - que compreendo o importante papel quem possuem diante da sociedade”, diz ela.

Durante a semana, a magistrada postou em sua conta no Instagram, selfies tiradas durante uma audiência ironizando um advogado por uma "pergunta idiota". Ela afirmou, em seu pedido de retratação, que agiu como uma cidadã comum, como quem reclama de fila de banco ou questões semelhantes. Também destacou que a rede social dela é "fechada", onde apenas os amigos têm acesso as suas mensagens.

"As declarações que postei na minha rede social (fechada supostamente só para amigos) foram postas à população, aos magistrados e, principalmente, aos advogados em geral, e tomaram grandes proporções na mídia", disse ela, que revelou estar há 14 anos na magistratura, atuando em cinco comarcas diferentes neste período.

“Ao longo desses anos, atuei nas comarcas de Nova Canaã do Norte, Colíder, Alto Araguaia, Alta Floresta e, agora, em Tangará da Serra. Isto, sempre trilhando um trabalho sério em favor da população e do Estado, pautada no respeito com agentes que compõem o trâmite jurídico”, ressalta.

A postagem da magistrada gerou revolta da classe jurídica. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) anunciou que representou contra ela na Corregedoria Geral de Justiça e estuda também acioná-la no CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA

Bom dia!

Recentemente, por meio deste meio de comunicação - sim, trata-se de um meio de comunicação que em muitas vezes usamos de forma casual - fiz duas postagens que devem ser refletidas. Por este motivo, emito uma nota à sociedade, à imprensa e, principalmente, aos advogados, no post a seguir:

Nota pública

Em outubro deste ano completo 14 anos no pleno exercício da magistratura em Mato Grosso. Cargo que ocupo com honra, amor, dedicação e responsabilidade. Ao longo desses anos, atuei nas comarcas de Nova Canaã do Norte, Colíder, Alto Araguaia, Alta Floresta e, agora, em Tangará da Serra. Isto, sempre trilhando um trabalho sério em favor da população e do Estado, pautada no respeito com agentes que compõem o trâmite jurídico.

Contudo, infelizmente, em data recente, a cidadã comum - que reclama da fila do banco ou de uma atitude de um semelhante - tomou o lugar da juíza. As declarações que postei na minha rede social (fechada supostamente só para amigos) foram postas à população, aos magistrados e, principalmente, aos advogados em geral, e tomaram grandes proporções na mídia.

Infelizmente, viralizou de forma equivocada, pois jamais tive a intenção de praticar qualquer ato de ironia, ou, desrespeito para com quem quer que seja, principalmente para com os advogados.

A advocacia é uma profissão à qual servi, honrei e sempre respeitei e da qual tenho muito orgulho pois, antes de magistrada, fui advogada.

E é para os advogados que dedico este ultimo trecho desta nota. Quem atuou comigo nas cinco comarcas que citei, sabe do respeito, da isonomia e da seriedade com os quais sempre tratei a classe - que compreendo o importante papel quem possuem diante da sociedade.

Em respeito à população, aos advogados, bem como pela Justiça, senti a necessidade dessa explicação, como forma de retração.


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