Alta Floresta (MT), 28 de junho de 2017 - 01:33

Geral

20/04/2017 05:10 Aline Almeida - Diário de Cuiabá

MT sem teste de alcoolemia no sangue

Há pelo menos nove meses os testes de alcoolemia no sangue não tem sido realizado em Mato Grosso. O exame identifica o nível de álcool no sangue e a falta deles estaria até mesmo afetando a conclusão de inquéritos de acidentes. A Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec) confirmou que o problema persiste desde julho e segue sem data de ser solucionado.

Segundo a Politec, o motivo da suspensa do exame seria o vazamento de gases responsáveis pelo funcionamento do equipamento utilizado para teste. O equipamento chegou a ser encaminhado para manutenção, o problema foi solucionado, mas após, foi detectado vazamento de gases. Um pregão chegou a ser realizado para licitação e aquisição das substâncias, no entanto, as empresas fornecedoras não compareceram. “Um novo pregão para a compra dos gases será remarcado, em data ainda não definida, para que dentro de 30 dias o problema seja solucionado”, confirmou a assessoria da Politec.

O problema pode fazer com que inquéritos que apuram acidentes de trânsito com mortes podem ser arquivados, já que não há como saber se as pessoas que morreram nessas circunstâncias estavam ou não alcoolizadas. O exame que aponta o nível de álcool no sangue tem prazo de 15 dias para ser feito, após isso, o resultado pode não ser confiável.

O delegado titular da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), Christian Cabral confirma que os primeiros impactos são realmente nos casos. Segundo ele, a alcoolemia é utilizada em casos em que quando da abordagem do condutor, não há os chamados bafômetros e também em casos que o condutor e levado ao hospital. “A investigação acaba sendo prejudicada, a falta do teste de alcoolemia traz prejuízos a instrução de alguns casos de crimes de embriaguez. A alcoolemia é o teste mais confiável que se tem”, diz.

O delegado frisa ainda que o equipamento serve para detectar a concentração de álcool no sangue, usado principalmente quando o condutor vai a óbito. Para além da elucidação dos casos Christian confirma ainda que detectar se o condutor que veio a óbito estava embriagado é também importante para estatísticas.

“Com as estatísticas e detectando se o condutor estava sob efeito de álcool podemos fazer políticas públicas para prevenção de mortes no trânsito. Sem estes números, é impossível fazer uma política eficaz”, confirma o delegado.


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