Alta Floresta (MT), 22 de março de 2019 - 02:41

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Educação

10/12/2018 10:09 Soraya Medeiros | Secitec

Alta Floresta: pais e professores participam do 1º Fórum de Saúde Mental na Infância e Adolescência na Escola Técnica

A divulgação de casos recentes de depressão, bullying, bulimia, suicídio entre alunos de escolas públicas em Mato Grosso, alertou a direção da Escola Técnica de Alta Floresta a realizar o 1º Fórum de Saúde Mental na Infância e Adolescência com o tema: ‘O que pais e professores precisam saber’.

O evento foi desenvolvido pela Escola Técnica Estadual de Alta Floresta em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Centro de Especialidades Médicas (CEM), Prefeitura Municipal de Alta Floresta e a UNIFLOR – União das Faculdades de Alta Floresta.

A diretora da ETE- Alta Floresta, Emília Tarsitano, disse que o evento teve como objetivo discutir temas pertinentes ao sofrimento psíquico das crianças e adolescentes. “Me assustei quando percebi dentro da escola haver vários casos de bullying, depressão, bulimia entre outros. Entendi assim que precisávamos ajudar pais e professores a reconhecerem estes sinais, pois estamos perdendo as nossas crianças e jovens para estas doenças”.

Emília explica que esses assuntos são sérios e de extrema importância. “É relevante termos palestras como essa dentro da escola, porque são essas ações que trazem sensibilização, conscientização e esclarecimento para que pais e professores saibam identificar esses problemas”.

A médica psiquiatra, Ana Lígia Fortkamp iniciou as discussões do Fórum com a palestra "Como fazer crianças saudáveis e identificar quando não vão bem", conceituando saúde e doença mental e definindo os sintomas de algumas doenças mentais nessa faixa etária - síndromes ansiosas, do humor, psicoses e distúrbios alimentares. A criança e o jovem em sofrimento psíquico necessitam da parceria com seus pais e professores para dar voz a busca por ajuda especializada.

A psicóloga, Suelen Almeida disse que em relação ao bullying os professores devem ficar atentos e observar se as brincadeiras se repetem e como a vítima reage: se ela fica quieta, não ri, nem adere à brincadeira ou se reage irritada. “É preciso mostrar aos alunos que essa atitude do bullying é errada e causa mal aos indivíduos que sofrem com isso, tanto na escola como fora dela”.

Durante a palestra a psicóloga remeteu os pais e professores a uma reflexão sobre os "males" do bullying, suas consequências e traumas causados nas pessoas que sofrem ou já sofreram algum tipo de agressão. Ela lembra que, as crianças ou adolescentes que sofrem o bullying podem se tornar adultos de baixa autoestima e com pensamentos e sentimentos negativos diante do mundo e de sua própria vida. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo inclusive, contrair comportamento agressivo ou provocar o suicídio.

Outro assunto abordado dentro do fórum foi a automutilação, quando crianças e adolescentes aparecem com cortes, arranhões, manchas roxas no corpo. O psicólogo, Ismael dos Santos abordou esse tema que se ouve muito falar, porém é pouco conhecido e dialogado entre os pais e professores. “A automutilação é um distúrbio de comportamento que pode ter várias causas, entre elas, transtornos obsessivos, quadros depressivos ou o que chamamos de Transtorno de Personalidade Borderline, caracterizado pela impulsividade”.

Ismael explica que o tratamento consiste em psicoterapia e, em alguns casos, medicação, além de orientações aos pais e responsáveis pela criança ou adolescente. Quando se tem o tratamento adequado é possível superar a adversidade enfrentada e minimizar os sintomas sem grandes prejuízos. “É muito importante os pais se manterem próximos aos filhos, conhecerem seus gostos pessoais e saberem quem são seus amigos. Além disso, eles precisam conversar mais com os adolescentes, impor limites e participar do seu dia a dia”.

A administradora, Ma. Mariana Emídio Oliveira Ribeiro abordou o tema ‘Comunicação Assertiva’, que os pais e professores devem ter para se comunicar com as crianças e adolescentes.  “É muito importante estimular o diálogo. Pais e professores precisam se mostrar disponíveis. O que acontece em alguns casos é que os adultos estão tão envolvidos com os problemas rotineiros que não param para conversar com os filhos. Outro fator interessante é que pais e professores se reúnam para dialogar com os alunos usando uma linguagem mais próxima à deles. Os mais introvertidos podem ser estimulados a se expressar de outras formas, como por através de desenhos, por exemplo. Ou seja, comunicação assertiva, ser objetivo e claro”.

A enfermeira, Aline Marrafão Seleguim Loiola, explicou sobre o tema ‘Autocuidado para Cuidar’. “Muitas vezes estamos preocupados em cuidar do próximo e esquecemos de cuidar de nós mesmos. Temos que refletir sobre isso para não adoecermos ”.

Para finalizar a diretora da Escola Técnica de Alta Floresta, Emília Tarsitano expôs que cerca de 130 pessoas participaram do Fórum e muitas outras estavam pleiteando uma vaga, mas não havia como aumentar. “Foi um sucesso o 1º Fórum da Saúde Mental realizado pela nossa escola, quero agradecer a participação de pais e professores e a orientação do nosso superintendente Joaci Conceição Silva, que nos direcionou para o êxito desse evento que entrará para o nosso calendário”.


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