Alta Floresta (MT), 17 de outubro de 2018 - 14:51

Cultura

03/05/2018 09:37 Redação Notícia Exata com Assessoria

Alta Floresta: aprovado projeto de lei que denomina teatro municipal e homenageia Agostinho Bizinoto

Foi aprovado na câmara municipal de Alta Floresta o projeto de autoria da vereadora Elisa Gomes e subscrito pelos vereadores Mequiel Zacarias Ferreira, Silvino Carlos Pires (Dida Pires) e Luiz Carlos de Queiróz denomina de "TEATRO MUNICIPAL AGOSTINHO BIZINOTO", o recinto do auditório localizado no Centro Cultural Helena Augusta dos Santos da Riva, na Praça da Cultura. Agostinho faleceu no dia 17 de maio de 2017, aos 64 anos.

Muitos foram os feitos e muitas são as reverberações dos feitos de Agostinho Bizinoto. Ele deixou um legado extraordinário à cultura e à cidade de Alta Floresta.

Dedicou quase 30 anos de sua vida para pensar, produzir conhecimento e trabalhar para que Alta Floresta tivesse a cultura, a memória e arte pulsando em suas veias.

 No campo do simbólico Agostinho continua vivo nas obras artísticas, nas produções de artistas por ele formado, estimulado ou até mesmo provocado. Mesmo aqueles que não o conheceram (sejam os contemporâneos ou os futuros habitantes e artistas da cidade) usufruirão de caminhos inicialmente traçados e pavimentados por Agostinho Bizinoto.

Nomear o Teatro do Centro Cultural e de Eventos de Alta Floresta de "TEATRO MUNICIPAL AGOSTINHO BIZINOTO" é uma justa e necessária homenagem.

Porém, muito ainda deve ser feito para o setor cultural de Alta Floresta. Isto porque não existem dúvidas de que a maior e melhor homenagem que se possa fazer à memória de Agostinho Bizinoto seja o contínuo e amplo investimos em políticas públicas de cultura, fortalecimento de grupos, artistas e a preservação da memória e patrimônio histórico cultural de Alta Floresta. Do contrário, a ele não faria sentido.

Agostinho Bizinoto

A capacidade de antever a necessidade, a importância de políticas públicas de cultura para um povo parece algo complicado e difícil, mas para alguém sensível às necessidades e urgências humanas não é. Para Agostinho Bizinoto, pessoa com todos esses atributos e tantos outros, próprios do ser humano, a cultura nunca foi um trabalho ou um meio de sobrevivência econômica.

Para ele cultura é um imperativo intrínseco do próprio ser humano, portanto, para ele era mais que uma missão dedicar-se à cultura e todas as suas formas de manifestações e expressões. Cultura para Agostinho era algo natural de sua essência, por isso sua vida não foi dissociada do fazer e do agir com vistas a estimular a produção, o acesso e a disseminação da cultura e de todas as linguagens artísticas.

Ainda jovem encontrou nas artes a sua forma de habitar o mundo: escreveu, compôs, pensou, cantou, tocou violão, atuou no teatro e no cinema, gravou compacto em disco vinil, editorou livros, produziu e coordenou incontáveis eventos, estimulou incontáveis artistas (crianças, jovens, adultos e velhos), ministrou aulas, orientou e criou grupos artísticos, fez arte e viu arte ser feita.

Agostinho Domingos Bizinoto Macedo quis ser apenas Agostinho Bizinoto. Enfatizava o diminutivo do nome com duas anedotas: "de que seria muito pequeno ante o mundo" e "que teria nascido no finalzinho do mês de agosto". Seja qual for a anedota preferida, inconteste é sua grandeza enquanto HOMEM DA CULTURA. Bizinoto, numa espécie de doação em corpo e alma, entregou-se ao teatro. Foi dramaturgo, diretor, iluminador, ator, professor, liderança político, orientador e tantas outras coisas que esta arte artesanal requer. Os mais de 40 anos dedicados ao teatro lhe confere, sem ressalvas, o título de HOMEM DE TEATRO.

Sua doação à cultura, ao teatro e extraordinária sensibilidade artística já seria suficiente para justificar qualquer homenagem que lhe fosse conferida. Mas no caso de Alta Floresta temos ainda outros aspectos relevantes e que podem ser apontados e/ou resumidos como "legados de Agostinho Bizinoto". Toda uma cidade se beneficiou de seu destemor em defesa da cultura. Em 1988, quando a adolescente Alta Floresta ainda vivia a correria dos garimpos, as correrias para transformar floresta em pastagem e várias outras correrias, próprias de uma jovem e entusiasmada cidade, Agostinho chega acompanhado por Elisa Gomes Machado. Nas malas trás consigo sonhos e a missão de semear cultura e arte.

Talvez naquela época muitas das condições não fossem favoráveis, mas havia gente. E, havendo gente, há também o adubo principal para o florescimento da cultura e da arte! Poucos anos bastaram para:

- criar o Teatro Experimental de Alta Floresta, primeira instituição artístico-cultural formalmente constituída da cidade;

- transformar o FESCAF (Festival da Canção de Alta Floresta), criado em 1982, em evento de abrangência nacional;

- transformar o FESCAF em evento oficial do Município;

- transformar o Miss Alta Floresta em evento oficial do Município;

- estimular, orientar e criar a AACC – Associação Alta-florestense de Cantores de Compositores;

- criar a Lei Municipal de Apoio e Incentivo à Cultura;

- propor e iniciar a criação da Fundação Cultural de Alta Floresta;

- realizar várias edições da Festa Junina, que tornou-se tradicional;

- propor o tombamento do Avião Doglas DC-3 como patrimônio histórico cultural de Alta Floresta;

- coordenar o processo de doação, restauração, tombamento do Avião Doglas DC-3;

- organizar o movimento artístico-cultural da cidade com a realização de Encontros de Cultura;

- auxiliar na organização das Escolas de Samba Unidos da Rua, Unidos da Floresta e Acadêmicos do Centrão;

- coordenar a realização de vários desfiles de carnaval com escolas e blocos carnavalescos;

- auxiliar e orientar na criação e organização da Academia Alta-florestense de Letras;

- criar o Festival Rural de Alta Floresta;

- criar o Culturalíssimo, evento de premiação dos destaques do ano na cultura local;

- auxiliar e orientar na criação e organização da Associação de Artistas Plásticos da cidade;

- inserir Alta Floresta, por meio do Teatro Experimental de Alta Floresta, no movimento teatral do Estado através da FEMATA – Federação Mato-grossense de Teatro Amador (posteriormente transformada em FEMAT);

- criar o Conselho Municipal de Cultura;

- estimulou, apoiou e estruturou a FAMAF – Fanfarra Municipal de Alta Floresta, com instrumentos e instrutores;

- editorar mais de 40 livros;

- coordenar e dirigir o Festival de Cinema de Alta Floresta;

- criar o Cineclube Floresta;

- escrever quase 10 peças teatrais;

- dirigir vários espetáculos do Teatro Experimental de Alta Floresta;

- realizar, auxiliar e estimular a produção de cinema e vídeo na cidade;

- propor, trabalhar e viabilizar a construção do Centro Cultural da cidade;


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