Alta Floresta (MT), 20 de julho de 2018 - 19:51

Cidades

13/04/2018 07:44 Redação Notícia Exata

Alta Floresta: com qualidade duvidosa, prefeitura realiza calçamento no lago das capivaras

Desde o final do mês de fevereiro deste ano, a prefeitura vem executando por meio da secretaria de infraestrutura, o calçamento de um trecho na avenida do aeroporto, mais precisamente no lago das capivaras, a obra é realizada com recursos próprios e através de servidores da prefeitura, sem licitação.

Apesar do esforço de querer melhorar o local, a obra já apresenta problemas estruturais, ainda em fase de execução, a mesma já apresenta problemas, parte do muro de arrimo executado já cedeu, mostrando a fragilidade e qualidade da obra.

Além da qualidade da obra, a mesma não está respeitando a acessibilidade, uma vez que há no local inúmeros postes de iluminação pública, o que dificulta a trafegabilidade de cadeirantes, por exemplo.

Em contato com a prefeitura municipal, fomos informados que a obra vem sendo executada pela secretaria, sem licitação e sem uma planilha de custos. “Vão pagando conforme vai sendo feito”, disse uma fonte.

Nossa reportagem procurou um profissional da área para saber as falhas na obra, o número de irregularidades surpreendeu nossa reportagem.

Na execução da calçada de passeio em frente ao Lago das Capivaras, situado na Rua C, mais conhecida como Avenida do Aeroporto, constatou-se que a obra está sendo executada com uma série de erros graves.  

Os problemas foram identificados tanto no muro de contenção, como na pavimentação da calçada. As obras não estão sendo executadas segundo as diretrizes da norma técnica ABNT NBR 6118/2014 e normas adjacentes.

Foi avaliado que a obra representa um gasto de dinheiro público de maneira indevida.  

Todos os procedimentos citados a baixo deveriam ser executados de acordo com as normas técnicas competentes. Esta obra já começou a dar prejuízos ao município antes mesmo de ser completada, desperdiçando ainda mais o dinheiro público com reparos, reparos que são mais onerosos ao município do que se fosse feito apenas uma vez de forma correta.

“A população altaflorestense precisa estar ciente que se trata de um dinheiro público mal gasto e dentre as tantas necessidades latentes de nosso município ainda somos forçados a nos deparar com desperdício de dinheiro desta maneira”, disse o engenheiro ouvido.

Dentre os erros do ponto de vista técnico, foram apontadas 8 irregularidades:

1 – A parede de contenção da calçada (muro arrimo) não foi executada com Blocos de concreto e/ou Blocos cerâmicos, sendo apenas feita com fôrmas de concreto, sem pilares, fundação e sem armação com ferragens adequada para resistir os esforços de empuxo lateral do solo.

3 – Não possui na parede de contenção armaduras de aço, fazendo com que a parede, apenas feita de concreto, não resista às solicitações de tração do solo.

4 – O concreto apresenta falta de adensamento (retirada de espaços vazios), exsudação, conhecido como a separação dos elementos mais densos (pedra brita) e menos densos (cimento, areia) que compõem o concreto, os de maior densidade ficariam na parte baixa da fôrma de concreto, e os menos densos na parte superior da forma, comprometendo sua resistência, devendo ser de classe C25, ou seja, com Resistencia Fck maior ou igual a 25 Mpa.

O concreto usado apresenta erros de dosagem e granulometria dos agregados graúdos, apresentando também o fenômeno de segregação, onde os componentes do concreto começam a se separar após a cura do mesmo.

5 – Falta de compactação do solo adicionado dentro da contenção, se tratando ainda de um solo improprio para ser compactado de maneira correta.

6 – Falta de alinhamento em toda parede de contenção, não sendo executado em linha reta, de forma não perpendicular com o eixo vertical.

6 – No concreto usado para fazer a calçada de passeio não se constatou a presença de pedra brita nas proporções e dimensões adequadas, sendo usado uma pedra fora das dimensões granulométricas adequadas, o famoso pó de brita.

7 – Os contrafortes feitos (para remendar a parede de concreto sem ferragem) na tentativa de conter os esforços do solo foram feitos com dimensões erradas, com exposição de armaduras, não se respeitado o mínimo de área de seção transversal que deveria ser de no mínimo 360 cm² e o cobrimento mínimo das armaduras de 30 mm, se tratando de um grau de agressividade ambiental nível II, conforme NBR 6118/2014. Estes estão escorados diretamente no solo, com em ressaltos feitos de concreto, sem armadura.

8 – a esbeltes mínima, isto é a largura da parede de contenção deveria ser de no mínimo 14 cm conforme NBR 6118/2014, mais uma vez levando em consideração o cobrimento mínimo das armaduras de aço, no entanto, a esbeltes da contenção é de 11 cm.

 


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