Alta Floresta (MT), 15 de novembro de 2018 - 05:20

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Agronegócios

16/10/2018 11:27 Vinícius Bruno - RD News

Mauro sinaliza assumir Governo em queda de braço com o Agro para manter Fethab 2

Com arrecadação que deverá encerrar 2018 próxima de R$ 900 milhões, no fechamento de três anos após a criação do Fethab 2, os produtores rurais avisam que o assunto está encerrado e que não aceitam a possibilidade de uma reedição do programa. É o que pondera o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Antônio Galvan. Mas o governador eleito Mauro Mendes (DEM) deixa claro que não abrirá mão do recurso, considerando a situação deficitária das contas do Estado. 

A ansiedade sobre o assunto aumenta neste momento de transição do Governo porque o Fethab 2 encerra em 31 de dezembro deste ano, e o governador Pedro Taques (PSDB), antes mesmo de perder as eleições, já havia declarado que não iria reeditar o fundo, cuja finalidade é investir em infraestrutura de um modo geral.

Mauro informou por meio de assessoria de imprensa que não pretende abrir mão do recurso em razão do momento de crise. O que significa começar o governo em queda de braço com o agronegócio. O setor está na mira dos democratas. Nesta segunda (15), o senador eleito Jayme Campos (DEM) defendeu a taxação do agronegócio e disse que Mauro terá que ter coragem para enfrentar os "barões do agro", que de acordo com o político tem atitudes oportunistas em vantagem própria. 

Na prática, se Mauro não conseguir reverter o impasse com o setor econômico de maior expressividade em Mato Grosso, perderá uma receita aproximada de R$ 450 milhões no orçamento de 2019, com o fim do Fethab 2. Para conseguir o contrário, o democrata tem duas vias, ou entra em uma negociação pesada com o setor produtivo ou usa de estratégias mais agressivas como reedição do Fethab 2 sem diálogo, situação que poderia sinalizar a primeira crise do governo eleito, já que os produtores rurais não se intimidam em utilizar a via judicial para conter celeumas desta natureza.

Por outro lado, Galvan, em nome dos produtores rurais, demonstra forte resistência em realizar qualquer negociação que possa produzir efeitos onerosos para os produtores rurais.

“Estamos muitos decepcionados como foi administrado o recurso do Fethab 2. Considerando o Fethab 1 e 2 são quase R$ 3 bilhões nos últimos quatro anos, o que poderia ter melhorado a situação de infraestrutura do Estado”, assevera.

Setores do atual governo se dividem sobre o assunto, a exemplo do secretário de Fazenda do Estado, Rogério Gallo, que já chegou a defender abertamente a continuidade do Fethab 2, com a justificativa de que a manutenção do valor é uma questão de responsabilidade fiscal.

Durante a campanha eleitoral, Taques também enfatizou diversas vezes que não iria mais reeditar o Fethab 2, tema que em 2015 foi definido por ocasião da aprovação do fundo, mas que chegou a ser retroagido em razão das dificuldades financeiras que o Estado enfrentou na gestão tucana. O Fethab 2 é uma contribuição financeira recolhida sobre a venda de commodities como soja, milho, algodão, dentro do Estado. 


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