Alta Floresta (MT), 27 de abril de 2018 - 01:27

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Agronegócios

09/04/2018 05:24 Mato Grosso Agro

Produtores redobrarem a atenção com a retirada da vacina contra a febre aftosa a partir de 2021

Apesar de proporcionar um “alívio” para o bolso dos pecuaristas, a retirada da vacina contra a febre aftosa no Brasil a partir de 2021 requer que os produtores rurais e os órgãos de defesa animal redobrem a atenção em cima das mais de 219 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos existentes no país. Na quinta-feira, 05 de abril, foi celebrado no Brasil os 12 anos sem a incidência da doença com vacinação e lançado em Brasília (DF) o selo e carimbo comemorativos dos Correios “Brasil Livre da Aftosa”.

O Brasil em 2018 completa 12 anos sem a incidência da febre aftosa com vacinação e Mato Grosso 22 anos.

Mato Grosso foi um dos estados que nesta quinta-feira, 05 de abril, comemorou o “Brasil Livre da Aftosa”. A celebração ocorreu nesta tarde em Cuiabá com homenagens a servidores do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que fazem da superintendência estadual e produtores rurais pelo trabalho desempenhado pela erradicação da doença.

Hoje no Brasil apenas o estado de Santa Catarina possui o status de estado livre da febre aftosa sem vacinação. O país caminha agora para em 2023 conquistar o status de livre da doença sem vacinação em todo o seu território.

“A caminhada não para. Agora não é cuidar apenas para que a doença não apareça mesmo com a vacinação, mas sim sem a imunização”, disse o superintendente do Mapa em Mato Grosso, José Guaresqui.

Os trabalhos para a retirada da vacina no país estão sendo realizados conforme o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) 2017-2026. A previsão é que a partir de 2021 a vacina comece a ser retirada , sendo concluído o trabalho em 2023.

“A nossa evolução está marcada com o Programa Nacional de Erradicação. Em 2023 iremos comemorar juntos a erradicação da doença em todo o país sem vacina”, pontuou Daniela Soares, presidente do Indea-MT.

De acordo com o superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em Mato Grosso, José Guaresqui, não é apenas o Ministério quem comemora esse resultado. “É o povo brasileiro. São os produtores e todos aqueles que trabalharam para erradicar a doença”.

O presidente da Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso (ACNMT), Mário Candia, destacou que “Hoje, estamos abrindo as portas para o mercado internacional. Esse resultado é o carimbo para a abertura de novos mercados”. Ainda conforme Mário Candia, “Às vezes dá até um arrepio falar que em 2021 vamos deixar de vacinar. Mas, sabemos da consciência dos produtores e cuidados que devem ser tomados para evitar que a doença volte”.

O vice-presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Amarildo Merotti, lembrou que “Isso não foi barato para nós produtores. Duas doses por ano, cerca de R$ 3 por animal e ainda tendo que auxiliar os órgãos de defesa animal, através do Fesa-MT”, mas “Para nós é uma honra estar comemorando isso hoje”.

O superintendente do Mapa em Mato Grosso, José Guaresqui, frisou que “Talvez iremos economizar cerca de R$ 3, R$ 4 por animal, mas teremos que investir para evitar que a doença volte a nos assombrar”.

Trabalho a várias mãos

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Jorge Pires de Miranda, “Nós tivemos um grande trabalho. O Brasil conseguiu avançar nessa área devido o trabalho de muitas pessoas”. Segundo o diretor-executivo da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Custódio Rodrigues, “Temos visto a cada dia a luta dos profissionais de defesa animal e dos produtores para conquistar esse resultado”.

Para o presidente do Sistema Famato, Normando Corral, a “união dos servidores do Indea-MT, do Mapa e dos produtores foi essencial. O empenho, rigor e fiscalização do Indea-MT foi fundamental para esse resultado”.

Selo “Brasil Livre da Aftosa”

Na manhã desta quinta-feira, 05 de abril, o presidente Michel Temer e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, lançaram o selo e carimbo comemorativos dos Correios “Brasil Livre da Aftosa”.

Em seu discurso o presidente Michel Temer confirmou que deverá comparecer no dia 24 de maio na 86ª Sessão Geral da Assembleia Mundial da OIE, em Paris, data em que está prevista a entrega ao governo brasileiro do certificado internacional de zona livre de febre aftosa com vacinação.

Conforme o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, com o certificado internacional de zona livre de febre aftosa com vacinação “vamos frequentar outros mercados, mais exigentes, que pagam melhor. E não só mercados de bovinos, mas de suínos e outros”.

Maggi ainda frisou em evento em Brasília que o reconhecimento internacional “é de simbolismo muito grande, que vai trazer um novos status ao País daqui para a frente”.

Vacinação em maio

Entre os dias 1º e 31 de maio ocorre à primeira etapa da vacinação contra a febre aftosa no Brasil. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), “Todo o rebanho de bovinos e búfalos, de todas as idades, deverá ser vacinado no próximo mês, com exceção dos estados do Acre, Espírito Santo e Paraná, que imunizarão apenas os animais de até 24 meses. Em novembro, a maioria dos estados vacinará os animais de até 24 meses”.

Febre Aftosa no Brasil

O primeiro caso de febre aftosa registrado no Brasil ocorreu em 1985 no Triângulo Mineiro, após ocorrências na Argentina, Chile e Uruguai. Os focos na América do Sul, explica o Ministério da Agricultura, coincidiram com a importação de animais da Europa à época do surgimento da indústria frigorífica no Brasil. O surgimento da doença foi um fator contribuinte para a reestruturação do Ministério da Agricultura em 1909 e a aprovação em 1934 do Regulamento do Serviço de Defesa Sanitária Animal contendo medidas de profilaxia (Decreto nº 24.548, de 3 de julho de 1934).

O Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA) foi criado em 1992 pelo Mapa com a adoção de uma política baseada na regionalização das ações (criação dos circuitos pecuários), além do envolvimento do setor privado e no uso massivo e sistemático da vacinação.

O último foco de aftosa foi registrado no Brasil foi no município de Japorã, Mato Grosso do Sul, em 14 abril de 2006.

A primeira zona livre da aftosa com vacinação foi reconhecida pela OIE em 1998. Em 2007, o Estado de Santa Catarina foi reconhecido pela OIE como a primeira zona livre da aftosa sem vacinação.


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