Alta Floresta (MT), 20 de setembro de 2018 - 22:52

Agronegócios

27/03/2018 06:34 Dayanne Santana | Indea-MT

Resultado de auditoria no Indea deve ficar pronto em maio

A auditoria realizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que tem o objetivo de avaliar a capacidade técnica e operacional do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) encerrou no sábado (24.03). Os auditores se reuniram com as diretoras técnica Daniella Soares, e administrativa Paula Sodré, juntamente com as equipes da autarquia, e apresentaram um pouco da preocupação com o que encontraram e também falaram de alguns pontos positivos.

O auditor Roberto Hausen, disse que a equipe conseguiu avaliar todos os elementos da ferramenta de avaliação, e destacaram alguns pontos que eles consideraram cruciais. “A questão do recurso financeiro é algo que pode impactar negativamente as atividades finalísticas e apesar do grande volume de veículos que o Indea tem, visitamos unidades que não tinham veículos disponíveis para a realização de atividade de campo por falta de manutenção. Verificamos isso em quase todos os locais que visitamos”. O outro apontamento foi a preocupação com a falta de comprovação de recursos suficientes para o ano de 2018 para o custeio de despesas com conta de luz, internet, alugueis e outras.

Porém, durante a semana de realização da auditoria, o Indea por meio do Governo do Estado conseguiu um aporte financeiro para cobrir as despesas pendentes, evitando a suspensão de atividades importantes para a defesa sanitária animal e vegetal do estado. Em vídeo, o presidente do Indea Guilherme Nolasco, falou sobre os recursos levantados que serão destinados para as atividades finalísticas do Indea.

“Tivemos um início de semana com muitos desafios a serem superados e conseguimos evoluir e superar como nas outras vezes. Conseguimos junto ao Governo quitar as dívidas de 2017 e fechamos também um convênio com o Fesa, na ordem de R$ 4,8 milhões, que dará autonomia a várias atividades do Indea, como as atividades de fronteira, áreas vulneráveis, campanha de aftosa de maio, áreas indígenas, Ilha do Bananal e recursos para manutenção imediata da frota”, pontuou Nolasco.

O presidente da autarquia falou ainda da expectativa em torno do resultado final da auditoria. “Esperamos que essa auditoria possa nos apontar caminhos, ações corretivas, e que possamos crescer em busca de novos desafios”.

Os auditores destacaram como ponto positivo o sistema informatizado, que segundo Hausen, o Indea conta com um sistema robusto, muito bom que oferece informações zoossanitárias, controle de rebanho, de vacina e que irão detalhar no relatório preliminar. Outro ponto positivo é o trabalho de vigilância de fronteira e a monitoria colaborativa.

De acordo com o auditor Roberto Hausen, a confecção do relatório deve levar de três a quatro semanas para ser concluída. “Analisaremos os dados enviados previamente pelo Indea juntamente como os dados obtidos durante a auditoria, para gerarmos o relatório preliminar. Até o dia 20 de abril enviaremos este relatório preliminar para Brasília”. Hausen disse ainda que em maio, o Mapa deve encaminhar o resultado para a Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso (SFA-MT), que então deverá encaminhar para o Indea.

O Indea terá 30 dias para analisar o relatório fazer as anotações pertinentes e então devolver para o Mapa gerar o relatório final. A partir do relatório final será elaborado um plano de ação apontando as ações a serem tomadas imediatamente e as que deverão ser trabalhadas ao longo de 2018.

Auditoria

O grupo formado por quatro fiscais do Mapa avaliou a capacidade de resposta do serviço veterinário e sua atuação nas ações desenvolvidas nos diversos programas sanitários, entre os dias 19 e 23 de março. Além da unidade Central do Indea, as unidades nos municípios de Cáceres, São José dos Quatro Marcos, Pontes e Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade e a barreira sanitária Marphil, Lucas do Rio Verde, Juara e Juína, foram auditadas.

A auditoria tem como objetivo avaliar quatro componentes críticos, considerados como fundamentais pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que são: recursos humanos, físicos e financeiros; autoridade e competência técnica; interação com as partes interessadas e capacidade de acesso a mercados, além da conformidade com as normas existentes.

Essa avaliação consta no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) 2017-2026 e tem o objetivo de criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres sem vacinação, protegendo o patrimônio pecuário nacional e gerando o máximo de benefícios aos atores envolvidos e à sociedade brasileira.


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