Alta Floresta (MT), 14 de dezembro de 2017 - 22:00

Agronegócios

18/09/2017 05:22 Marianna Peres - Diário de Cuiabá

Plantio de soja está autorizado em Mato Grosso

Tudo pronto para o início da nova safra de soja, em Mato Grosso. No que depender da legislação e dos produtores, tão logo caiam as primeiras, e generosas chuvas, as plantadeiras retomarão os trabalhos, desta vez semeando o ciclo 2017/18. Ainda sem precipitações suficientes para garantir umidade ao solo, desde sábado (16), com o plantio liberado, apenas áreas sob pivô central deverão dar a largada da nova temporada no Estado. 

Como destacou a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT), a autorização de plantio – que começou a vigorar a partir de ontem – sucede o fim do período de Vazio Sanitário que chegou ao fim sábado e corresponde a um período proibitivo de 90 dias, no qual fica proibida a existência de plantas vivas de soja nas lavouras do Estado. A colheita dessa nova safra se estende até abril do próximo ano. 

O presidente da Aprosoja/MT, Endrigo Dalcin, acredita que os agricultores não começarão o plantio massivamente nesse final de semana. "O tempo ainda está seco na maioria das regiões produtoras do Estado. É preciso aguardar a regularização das chuvas para então iniciar o plantio", afirma. 

De acordo com Naildo Lopes, produtor rural, agrônomo e conselheiro fiscal da Aprosoja/MT, o Vazio Sanitário surgiu para evitar a chamada ‘ponte verde’ que contribuía para a permanência de pragas e doenças nas lavouras, especialmente a ferrugem asiática. A existência das plantas mantinha durante todo o ano oferta de alimento e abrigo aos fungos da doença. 

"A eficiência dos fungicidas, atualmente, está reduzida e a não presença de plantas vivas faz com que possamos ter chance de melhor produtividade com o menor uso de defensivos químicos", explica Lopes. 

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima que a produção da safra 2017/18 em Mato Grosso será de 30,5 milhões de toneladas, em uma área de 9,4 milhões de hectares. 

A vice-presidente Norte e coordenadora da comissão de Defesa Agrícola, Roseli Giachini, lembra que o produtor deve ficar atento ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para tomada de decisão sobre datas e cultivares a serem plantadas, devido a exigências para seguro agrícola. 

Segundo Lopes, os agricultores devem se atentar, também, à qualidade das sementes que estão chegando às propriedades rurais. "O produtor tem 15 dias para reclamar a qualidade da semente, então precisa fazer o teste em canteiro ou em laboratório, com resultado em sete dias, para verificar germinação e vigor, principalmente. Além disso, precisa olhar o boletim de análise e a nota fiscal, conferindo o número do lote, pois é a garantia da semente que se está comprando. Uma boa semente é sinal de boa produtividade", afirma. 


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