Alta Floresta (MT), 11 de dezembro de 2017 - 13:04

Agronegócios

09/01/2017 13:47 Dantielle Venturini,- Gazeta Digital

Mato Grosso lidera ranking de queimadas no Brasil

Mato Grosso fechou o ano de 2016 com 29.572 focos de queimadas registrados, e continua na liderança do ranking dos estados brasileiros que mais queimam. Os dados estaduais equivalem a aproximadamente 80 focos de incêndios por dia durante todo o ano. O mapeamento é do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e mostra ainda que se comparado ao ano de 2015, quando 33.007 focos ocorreram, há uma queda de 10,4% nos registros estaduais. 

Apesar desse cenário de redução, especialistas afirmam que os dados não refletem o impacto causado pelo fogo no ecossistema mato-grossense, uma vez que a ação do fogo foi mais devastadora, já que as áreas afetadas no ano passado foram maiores que as atingidas em 2015. 

De acordo com o professor e pesquisador em Ciências Naturais da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Romildo Gonçalves, o ano de 2016 foi o mais quente desde 1988 quando começaram a ser feitos os registros. Em 2016 também o fenômeno climático El Niño afetou diretamente Mato Grosso e contribuiu com a proporção do fogo. 

De acordo com o professor os satélites utilizados para captar os focos, apesar de modernos, não são capazes de identificar a dimensão da área afetada pelo fogo. “Eles registram apenas a coordenadas geográficas, onde originou o foco, mas não o tamanho da área que está pegando foco. 

Assim, em um parque, por exemplo, o satélite registra apenas o foco do incêndio e não o estrago que ele causou”. Conforme ele, foi o que ocorreu em Mato Grosso, que apesar de registrar menos focos, teve grandes áreas afetadas pelo fogo. Os dados do Inpe apontam ainda que durante o ano de 2016, os meses em que mais foram registrados focos em Mato Grosso foram julho, agosto e setembro.

Os três meses registraram 3.495, 6.228 e 8.980 respectivamente. Já em dezembro foram 425 focos contabilizados, o que representou uma queda de 76% em relação a dezembro de 2015. Para o professor a queda segue o mesmo cenário do ano todo. “Essa realidade é a mesma do ano todo. Temos menos focos, mas mais devastação”, relembrou Romildo.

Diante de um cenário insistente em que Mato Grosso sempre aparece em primeiro em número de focos no âmbito nacional, Romildo alerta que o poder público tem deixado a desejar na prevenção e combate ao fogo. De acordo com o frente a outros países, o Brasil tem a melhor legislação e a situação mais fácil de ser controlada. “Temos aqui legislações espetaculares, um novo código civil que oferece um ótimo suporte aos estados e ao país, entre os três tipos de incêndios existentes temos no Brasil o mais fácil de ser controlado e prevenindo que é o de superfície, e ainda assim estamos entre os mais atrasados quando o assunto é prevenção”.

Ele lembra que a única forma de mudar essa realidade não apenas no país como também no Estado é com a prevenção. Porém ele explica que esse é o grande desafio já que o próprio poder público não cumpre com o dever de casa. Segundo ele, estudos comprovam que 60% dos focos no país começam nas margens das vias públicas, e 95% são causados pelo homem. “Esse é um trabalho que é responsabilidade do poder público e não é feito, assim como outros que também são importantes, como a compra de equipamentos antecipados, investimentos em pessoal”. 

Romildo destaca ainda que é preciso trabalhar de forma correta e insistente a prevenção e capacitação. “É preciso levar palestras às escolas, universidades, comunidades rurais, fazendas e trabalhar a prevenção de forma mais atuante obtendo assim resultados mais eficazes.

RANKING - No ano passado Mato Grosso foi o estado brasileiro com maior número de focos 29.572. Em seguida aparecem os estado Pará e Maranhão com 29.426 e 21.766.Tocantins aparece em quarto com 14.855 focos seguido do Amazonas com 12.023 focos. Os demais estados fecharam o ano com menos de 10 mil focos registrados.

2017 - O ano mal começou e Mato Grosso já lidera entre os estados com mais focos. Em seis dias o Estado já contabilizava 152 focos de incêndios, representando 25,3% do total registrado no país. Entre os dez municípios com mais focos nesse ano, cinco são mato-grossense são eles; Nova Ubiratã, Feliz Natal, Marcelândia, União do Sul e Paranatinga. 

Segundo o professor Romildo Gonçalves esse ano o número de focos de incêndios devem ser ainda menores, uma vez que a previsão é de que o fenômeno La Niña influência diretamente no Estado. “Esse fenômeno é o inverso, pois ele trará mais chuvas. Será um ano quente, porém com muita chuva”.

DESMATAMENTO - O especialista lembrou ainda que esses focos contribuem de forma direta para o aumento no desmatamento no Estado. “Podemos observar proporção direta entre o aumento no número de focos com o aumento do desmatamento. Segundo Romildo, ao analisarmos os Estados com maiores índices de focos de calor pode-se observar que existe uma estreita relação com os que apresentam elevados índices de desmatamento.


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