Alta Floresta (MT), 24 de maio de 2017 - 10:16

Agronegócios

15/12/2016 05:26 Ascom Famato

Imea prevê aumento na produção para 2017

A novidade para o agronegócio mato-grossense em 2017 é a perspectiva de aumento na produção em virtude do clima que pode ser um grande potencializador, diferente do que foi em 2016 quando o clima foi o grande vilão da quebra de safra na agricultura. Esta é uma das estimativas apresentada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) durante coletiva de imprensa, realizada na manhã desta quarta-feira (14/12), no auditório da Famato. 


Segundo o gestor técnico do Imea Ângelo Ozelame, 2016 foi um ano atípico. A produção caiu de 28 milhões de toneladas (t) para 27,8 milhões t. “Foi uma queda expressiva devido aos problemas climáticos que acabaram prejudicando na produtividade, principalmente nas regiões do médio norte e nordeste do estado. Esta queda somada a do milho e do algodão, fez com que Mato Grosso deixasse de produzir pouco mais de 8 milhões de toneladas. Falando em reais foi algo em torno de R$ 3,5 bilhões que deixaram de circular ”, explicou Ozelame.


Tanto para a agricultura como para a pecuária o ano de 2016 foi conturbado. Na agricultura houve uma quebra de safra nas principais culturas como: soja, milho e algodão. Isso impactou expressivamente no estado. Os preços ficaram elevados e a alta do dólar também influenciou.


No ponto de vista de Ozelame o aumento do escoamento de soja para os portos do Norte neste ano foi um ponto importante para agricultura e para os sojicultores de Mato Grosso. “Isso potencializou que o estado exportasse mais produtos”, apontou.


A pecuária também foi impactada em virtude do preço do milho. Na bovinocultura de corte houve um abate maior, porém a expectativa de ter preço maior no final do ano não aconteceu. Os confinadores enfrentaram bastante dificuldade com a margem apertada devido ao custo de produção de reposição que estava alto em 2016 e também o elevado preço do milho – um dos principais ingredientes para fazer o confinamento. Isso acabou reduzindo o número de animais no estado de até 50 mil cabeças.  


A expectativa do Imea para 2017 é de que a agricultura tenha uma retomada na sua produção, os preços ainda estão potencializados em virtude do dólar. “Em 2017 o dólar vai ser o balizador dos preços aqui para Mato Grosso. O custo de produção é o calcanhar de Aquiles do produtor. O custo está elevado e está onerando a lucratividade do produtor”, afirmou Ozelame.


Quanto à perspectiva para a pecuária, Ozelame afirmou que ela já está revertendo e a expectativa é de mais animais aptos a serem abatidos. “O alerta para os pecuaristas em 2017 é que vai ser um ano desafiador, porém o produtor que estiver atento às expectativas de mercado vai conseguir ter boas oportunidades”, orientou o gestor técnico.  

  
Para o presidente do Sistema Famato Rui Prado 2016 foi um ano ímpar, sem precedentes na história da agropecuária mato-grossense. “Mesmo em um ano em que tivemos uma quebra de safra da soja, do milho e do algodão e as baixas relativas a pecuária e confinamentos de animais, foi um ano ascendente. Posso afirmar que foi um ano importante no ponto de vista da produtividade”, disse Prado.


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